Quem não gostaria de ter o Lago Igapó - um dos mais conhecidos cartões-postais de Londrina - como cenário da janela da sala? A vista e vizinhança privilegiada são alguns dos atrativos responsáveis pela expansão imobiliária do Alto do Igapó. Depois do centro nobre, trecho que abrange as adjacências da Avenida Higienópolis, essa é a área mais valorizada da cidade e concentra hoje boa parte dos novos empreendimentos da construção civil em condomínios verticais. Até dezembro, 300 novos apartamentos serão entregues. O impacto das novas demandas trazidas pelo crescimento é a outra face do progresso da região.
O súbito crescimento do Alto do Igapó - até pouco mais de 15 anos, formado basicamente por chácaras ou terrenos desocupados - foi uma questão de ocasião aliada ao diferencial de qualidade de vida. ''Tem localização estratégica, perto do centro, no meio do caminho do shopping, e disponibilidade de terreno para o novo conceito de prédio que o mercado exige, com maior área de lazer'', argumenta o imobiliarista Abílio Medeiros Júnior.
O setor aposta, inclusive, que a região dos lagos vai se tornar a área mais nobre da cidade. ''Tanto o Lago 1 como o 2 apresentam possibilidade de melhoria de qualidade de vida, com terrenos maiores, status por conta da vizinhança e, claro, o fascínio que o lago exerce, afinal é como ter um clube no quintal de casa'', analisa o imobiliarista Romeu Cury.
O imobiliarista Raul Fungêncio lembra também que a área ficou bastante tempo fora do mercado por conta da forma como foi loteada originalmente. ''Eram chácaras grandes de até um alqueire que só depois de uma mudança na lei de zoneamento, na época do então prefeito Wilson Moreira, puderam ser loteadas'', conta. Segundo ele, após a modificação, faltava estrutura básica - asfalto, serviços e iluminação e até vizinhança - para que a região despertasse o interesse das construtoras.
Para os moradores do Alto do Igapó, o vai-e-vem incessantes dos caminhões de obras é uma boa notícia e significa valorização dos seus imóveis. Na opinião do presidente da Associação dos Moradores dos Altos do Igapó, Ewerton Cangussu, o novo perfil que a região adquiriu também é benéfico para a vizinhança. ''As pessoas que vêm morar aqui têm um perfil agradável, são pessoas cultas, profissionais liberais etc'', afirma. Hoje, cerca de 6 mil famílias moram no Alto do Igapó.

mockup