Fotos: Nelson Di Regia/DivulgaçãoAntônio Fagundes e Regina Duarte: par romântico pela terceira vezUm luxuoso casamento que acaba em pancadaria é o ponto de partida da novela ‘‘Por Amor’’, de Manoel Carlos, com estréia marcada para hoje, às 20h30, na Globo. Regina Duarte volta a contracenar com Antônio Fagundes e, pela primeira vez, trabalha na mesma novela com a filha Gabriela.
A história começa com o casamento de Maria Eduarda (Gabriela Duarte) com o engenheiro Marcelo (Fábio Assunção), filho do rico empresário Arnaldo (Carlos Eduardo Dolabella) e Branca (Suzana Vieira) - a vilã da história. No casamento, Orestes (Paulo José) tenta ver a filha, mesmo sem ter sido convidado para a cerimônia, mas aparece bêbado e acaba sendo espancado pelos seguranças do próprio genro.
Também no casamento, Helena (Regina Duarte), divorciada de Orestes, inicia um romance com o arquiteto Atílio (Fagundes), que ela conheceu numa viagem a Veneza. Quanto mais o namoro entre os dois fica firme, mais a ex-amante de Atílio, Isabel (Cássia Kiss), fica enciumada e planeja sua vingança. Ao mesmo tempo, a família de Marcelo reprova o namoro de Helena com Atílio, que é funcionário da empresa de Arnaldo. Helena engravida ao mesmo tempo que Eduarda e as duas entram em atrito. Por ironia, dão à luz no mesmo dia.
Como o parto de Eduarda é complicado e seu bebê morre, Helena troca as crianças no berçário e dá seu filho para ela criar. Só um médico fica sabendo disso, mas guarda segredo porque Helena toma essa atitude por amor - daí o título da novela.
Assuntos corriqueiros De certa forma, admite o diretor Ricardo Waddington, ‘‘Por Amor’’ é uma continuação de ‘‘História de Amor’’. Tanto é que a personagem vivida por Regina Duarte se chama Helena, como na novela anterior (esta é a quinta novela de Manoel Carlos em que a protagonista tem esse nome). Mas o autor diz que ‘‘apenas o universo é o mesmo’’, como em todas as suas histórias.
Manoel Carlos explica que gosta de tratar de assuntos corriqueiros, do dia-a-dia. ‘‘Gosto de fazer falar as pessoas comuns, a partir de assuntos cotidianos, de coisas que leio nos jornais ou que me contam’’, diz. ‘‘Faço histórias realistas, facilmente identificáveis porque falo de emoções que todos conhecem’’.
Regina alega que não tem muito a dizer sobre o perfil de sua personagem - ‘‘ainda estamos no início’’, justifica-se - mas as sinopses dos capítulos iniciais indicam que Helena gosta de namoros sem maiores compromissos, adora viajar e odeia convenções sociais. Já a filha Maria Eduarda sempre sonhou com um bom casamento, mas sofre com o machismo do marido Marcelo, que se desinteressa pelo casamento e volta a sair com uma ex-namorada.
Esta é a terceira vez que Regina Duarte faz par romântico com Antônio Fagundes. A primeira foi em ‘‘Nina’’ (1977), de Walter George Durst, e a segunda em ‘‘Vale Tudo’’ (1988), de Gilberto Braga. Os dois também trabalharam em ‘‘A Rainha da Sucata’’ (90), mas eram de núcleos diferentes.
Suzana Vieira volta à tevê na pele de Branca, uma mulher poderosa, casada com o rico e também poderoso engenheiro Arnaldo (Carlos Eduardo Dolabella). Mulher atraente, torna-se cruel quando não gosta de alguém - no caso, Helena, sogra de seu filho. Uma das mais belas mansões do Rio, a Vila Riso, foi escolhida para dar mais brilho à festa de casamento de Marcelo e Maria Eduarda, tudo em meio a muito luxo e bom gosto. A direção é de Paulo Ubiratan.

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