Uma diversidade de ritmos, enriquecida por um instrumental de timbres variados, foi condensada em estúdio pelo coletivo Sonantes, cujo álbum de estréia chega agora ao mercado brasileiro três anos depois de ser lançado nos Estados Unidos pela Six Degrees Records.
Gravado pelo selo Candeeiro, ganha edição nacional pelo selo Oi Música. Sonantes é um projeto paralelo de um grupo de artistas bastante ativo em São Paulo. A vocalista é a cantora Céu, uma das principais revelações dos últimos anos e já com dois álbuns aclamados.
Além dela, integram o grupo Gui Amabis (compositor e produtor de background cinematográfico), Rica Amabis (irmão de Gui, do coletivo Instituto e que também trabalha com trilhas sonoras) e a dupla Pupillo e Dengue, percussionistas da Nação Zumbi e do Almas (projeto deles com o Seu Jorge).
As sessões de gravação contaram ainda com participações dos músicos Lúcio Maia, Beto Villares, Daniel Bozio, Toca Ogan, Fernando Catatau, Gustavo Da Lua, Pepe Cisneros, Sergio Machado, B-Negão e Apollo 9. O CD traz 10 faixas que privilegiam batidas eletrônicas suaves com influências de Bossa Nova, reggae, dub, hip hop, afro, elementos regionais e música latina.
A primeira, ''Carimbó'', é uma versão mais lenta de uma música da Nação Zumbi gravada no CD e DVD ao vivo ''Propagando'' (2004). A última, ''Frevo de Saudade'', é uma regravação do clássico de Nelson Ferreira e Aldemar Paiva. Despontam como destaques, porém, a instrumental ''Looks Like To Kill'' e a levada insinuante e jazzística de ''Defenestrando''.
Como os artistas envolvidos no projeto desenvolvem carreiras próprias, não há previsão de shows ou turnê para promover o trabalho, dada a dificuldade em conciliar a agenda de todos. Aliás, quando gravaram o disco, todos moravam no mesmo bairro (Perdizes) - hoje estão espalhados pela cidade. Sonantes surge, assim, como um laboratório de sons exclusivamente de estúdio.

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