Kléber Albuquerque faz show no Sesc Pompéia
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domingo, 19 de março de 2000
Por Janaina Rocha 
São Paulo, 20 (AE) - O compositor e intérprete Kléber Albuquerque mostra que tudo é ferramenta, quando se quer tornar viável uma (grande) idéia. Das atrações apresentadas este ano no projeto Prata da Casa, do Sesc Pompéia, a sua música é a mais difícil de se classificar, mas é também a mais interessante. Ele consegue, por exemplo, efetivar com energia um encontro da tradição da poesia de cordel e dos cantadores de rua com a modernidade dos samplers. Ele sabe usar todas essas ferramentas. Amanhã (21), Albuquerque apresenta-se na choperia do Sesc Pompéia.
As suas letras trazem muitas idéias, que dialogam com as alegrias e tristezas do jovem da cidade. Esse é o delicioso sabor das suas composições, que falam de amor, mas também fazem rir e cantar. Além disso, no seu segundo trabalho - que deve ser lançado em abril pela Dabliú Discos -, "Para a Inveja dos Tristes", Albuquerque mistura elementos musicais diversos, que o tornam extremamente contemporâneo. Ele brinca com três vinhetas que, de certa maneira, são ferramentas para amarrar a idéia do disco.
Funcionam como uma breve história (ao contrário da maior parte das vezes em que são usadas, geralmente no início dos CDs, apenas como introdução para os DJs). A boas idéias não param por aí. Amanhã (21) ele também mostra parte do repertório do novo álbum. Albuquerque será acompanhado pelos violonistas Vasco Faé e Élio Camalle (que vai cantar com ele a música "Amador"). O intérprete lançou seu (ótimo) primeiro disco, "Dezessete Ponto Sete Sete Sete Ponto Sete Zero Zero, em 1997, também foi editado pela Dabliú Discos. Os arranjos foram de Mário Manga.
Antes da aventura-solo, Kléber Albuquerque teve um conjunto. Chamava-se "O Palhaço" e, com ele, apresentava-se em festivais pelo interior. Despertou atenção num deles com a composição Barriga de Fora (todas as músicas têm nomes pouco comuns, como "Uns 10 Amantes", "àpera do Rinoceronte" e "Balada da Tarde Fria com Alicates"), que está no primeiro CD. O futuro produtor, Paulo Amorim, estava no júri daquele festival e apostou no seu talento. O intervalo entre os dois trabalhos foi um pouco longo. No entanto, Albuquerque volta com o novo disco com o mesmo vigor criativo, beneficiado pela tecnologia musical eletrônica. Prata da Casa. Com Kléber Albuquerque. Amanhã, às 21 horas. Grátis. Choperia do Sesc Pompéia. Rua Clélia, 93, tel. 3871-7700


