Três das principais linguagens artísticas representam o caos e beleza, ora separados ora de mãos dadas. Teatro, dança e música conjugam o espetáculo Ketzal, uma manifestação cênica contemporânea, sob a chancela do aclamado grupo russo Derevo, que estréia hoje, no Teatro Ouro Verde.
Ketzal remete às tradições míticas dos povos indígenas mexicanos e à entidade que promove o diálogo entre a terra e o céu. As origens de Ketzal são: vozes, névoa da manhã, paredes de chuva e tudo o que existiu antes disso. O grupo, que já participou do FILO em 1996, prefere deixar de lado certas nomenclaturas, como evitar a palavra ator, encenação. O trabalho vai além do palco, é uma atenção à existência de uma pessoa: o público.
A tônica visual de Derevo fala por meio do gestual de ciclos da vida, como o engatinhar de uma criança, o começo do movimento, a dança da existência. A força física e leveza do movimento no mais perfeito equilíbrio. A iluminação do espetáculo, assinada por Falk Dittrich e Elena Iarovaia, transforma cada gesto em imagens inesquecíveis. ''Ketzal'' conta ainda com uma trilha sonora pontual, elaborada por Daniel Williams.
O espetáculo conquistou recentemente o prêmio The Golden Mask, o mais importante prêmio de teatro na Rússia, na categoria inovação, além de colecionar críticas favoráveis em publicações como The Guardian, Sunday Herald, The Times, The Stage e The Herald, que considera a melhor apresentação da companhia.

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