Kate Moss vende sua imagem de bad girl
Jotabê Medeiros
Agência Estado
Garotas boas vão para o paraíso, garotas más vão para qualquer lugar. O adesivo circula por aí, nos carros. A modelo britânica Kate Moss, ex-bad girl convicta, dessa feita vai mesmo para o paraíso. Vejam que a moça foi a uma festa no último domingo, em São Paulo. Mas levou a mãe, que ficou sentada à sua esquerda. Kate chegou às 22 horas e saiu à 1h30. Sentou no fundo do bar, de costas para a quina da parede. Quando o fã foi tirar foto, encolheu-se num canto, até o segurança retirar o indesejado. Não, ele não é meu pai, é meu protetor, disse ao fã que a interpelou.
Cabelo amarrado em coque, vestido curto de uma alça e colete de pele, nada de maquiagem: Kate Moss vende a imagem de ordinary people todo o tempo. Mas cobra até US$ 20 mil para dar uma entrevista. Há quem pague para ouvir o pensamento puro de uma modelo.
Fora isso, ela é, de fato, um tipo comum, com um olho mais baixo que o outro, rosto assimétrico com maçãs pronunciadas, sorriso tímido e atos expansivos, humanos, que a fazem parecer próxima do baixo clero. Marília Gabriela estava injuriada. Foi até o backstage do MorumbiFashion para dar a Kate o recado de um dos filhos, que é admirador da modelo. Mas, Marília conta, Kate nunca a deixava terminar a frase, falando compulsivamente. Até que Marília conseguiu transmitir a mensagem e saiu do camarim rapidamente.
O pessoal da moda sentou-se na mesa capitaneada por estilista Alexandre Herchcovitch e DJ Marcelo Sebá. Kate Moss falou só com o DJ. Pediu que tocasse Madonna e Whitney Houston. Ela é bem pop, disse o DJ, Zé Pedro. Tomou só uma caipirinha. Não se fazem mais bad girls como antigamente.





