São Paulo - Depois que o cantor Justin Bieber foi descoberto por meio do YouTube e virou ídolo adolescente, com shows lotados e milhões de CDs vendidos, diversos jovens internautas passaram a postar vídeos na web em busca do estrelato.
Rebecca Black é o caso mais recente de celebridade virtual instantânea. Com apenas 13 anos, a garota colocou na rede o clipe ''Friday'' e, em menos de um mês, atingiu mais de 100 milhões de visualizações no YouTube, ultrapassando o recorde de Bieber.
''Acho que a internet é uma vitrine de arte. Nem todo o mundo que faz sucesso e consegue milhões de visualizações tem talento'', opina o produtor musical Brendan Duffey, que já trabalhou com a cantora Wanessa Camargo e as bandas Maroon 5 e Angra. ''Essas pessoas, na verdade, fizeram algo que tocou o mundo. Mas isso não significa que elas sirvam para o mercado fonográfico'', afirma.
Rick Bonadio, produtor musical e jurado do programa ''Ídolos'' (Record), tem a mesma opinião. ''Acredito que essas celebridades momentâneas não têm base nenhuma para se tornar artistas. Uma carreira se constrói com shows e muito trabalho. A internet é uma ferramenta boa de divulgação, mas ninguém nasce nela de maneira sólida'', afirma.
Os novos cantores são, em sua maioria, crianças e adolescentes. Entre os nomes mais conhecidos, hoje, está Maria Aragon, que emocionou Lady Gaga após postar no YouTube uma versão da música ''Born This Way'', em que canta e toca piano. Ela conseguiu até a oportunidade de se apresentar em um show com a cantora.
''Essa fama de internet dura bem menos do que os famosos ''15 minutos', porque toda hora surgem novos vídeos e ideias. A pessoa tem que ser muito boa para manter o sucesso'', finaliza Duffey.

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