Uma plataforma digital para promover o encontro de animais de estimação com crianças e adultos em tratamento médico. Criar um ambiente de aproximação entre voluntários e instituições que acolhem idosos na cidade. Desenvolver um site onde empresas e pessoas físicas possam conhecer famílias que tiveram as casas danificadas por um evento climático e ajudá-las com doações.

A equipe vencedora - na foto com os jurados e professores - apresentou o projeto Iwork: trata-se de um aplicativo que aproxima trabalhadores autônomos dos consumidores
A equipe vencedora - na foto com os jurados e professores - apresentou o projeto Iwork: trata-se de um aplicativo que aproxima trabalhadores autônomos dos consumidores | Foto: Toni Minighini/ Divulgação



Ideias como estas, focadas em soluções tecnológicas, foram pensadas por cerca de 100 alunos entre 15 e 16 anos, envolvidos no St. James' Startup Tech. Divididos em equipes, eles foram despertados para temas de impacto social com base nas problemáticas enfrentadas pelas instituições locais.

Dessa sensibilização surgiram 25 ideias, sendo doze selecionadas para serem desenvolvidas com a ajuda de mentores convidados (empresários e especialistas em tecnologias, negócios e organizações sociais).

Após um mês de imersão, foi a vez das equipes apresentarem as propostas. O St. James' Startup Tech aconteceu na sexta (26) e no sábado (27), nas dependências da escola e contou com o apoio da FOLHA.

No sábado, os trabalhos foram avaliados por um corpo de jurados que apontou os três melhores projetos, isto é, que poderão avançar futuramente para o mercado.

LEIA MAIS:
-Atitude: a vivência de outras realidades

"O objetivo foi promover uma imersão empreendedora. Eventos como esse propõem uma mudança de mentalidade e mesmo que nem todas as ideias não sejam aplicadas, a semente da inovação, da visão global foi plantada nesses alunos e pode prosperar no futuro", comenta Regimara Azevedo, uma das organizadoras do evento.

Além de pensar em soluções e trabalhar competências e habilidades exigidas pelo mercado atual, os estudantes foram estimulados a direcionar o olhar para o outro. "Esse é um dos pontos mais importantes. É criar nesses jovens a responsabilidade social e a generosidade", afirma a diretora da escola, Marcia Kobayashi.

Os três projetos julgados tanto pela estruturação do negócios quanto na execução e design, beneficiam os profissionais autônomos, pacientes do Hospital do Câncer e as instituições locais que abrigam idosos. Foram eles: "Iwork", "Notas Fiscais para o Bem" e "The Buddy Program.

A equipe do "Iwork" conquistou o primeiro lugar com a proposta de aproximar prestadores de serviços com os consumidores através de um aplicativo. "Nosso foco é na questão do desemprego. Pensamos em beneficiar os trabalhadores autônomos, como manicures, piscineiros, eletricistas, entre tantos outros. As pessoas poderão contratá-los pelo celular, tendo flexibilidade de horários e filtro de currículos", comenta a aluna Georgia Padovani de Resende.

Ela representa uma equipe de oito integrantes e afirma que a ideia já ganhou a atenção de possíveis investidores. "Dizem que o projeto é viável até porque o custo é relativamente baixo, apenas para o desenvolvimento do aplicativo", completa.

O projeto Notas Fiscais do Bem, destinado ao Hospital do Câncer, ficou em segundo lugar: a ideia é digitalizar as notas através do QR Code
O projeto Notas Fiscais do Bem, destinado ao Hospital do Câncer, ficou em segundo lugar: a ideia é digitalizar as notas através do QR Code | Foto: Divulgação



O segundo lugar ficou com o projeto de otimização no cadastro de notas fiscais. A equipe apresentada por Eduarda Bombardi Benvenho pensou em uma solução para o Hospital do Câncer de Londrina. "O cadastro das notas fiscais doadas para a instituição é feito manualmente e nossa proposta é digitalizar isso através do escaneamento do QR Code. Dessa forma, conseguimos reduzir o trabalho de três meses para 30 dias e quem sabe, aumentar a arrecadação", diz.

O The Buddy Program alcançou o terceiro lugar, propondo um site ou aplicativo para agendamento de visitas de voluntários nas 18 instituições que atendem idosos na cidade
O The Buddy Program alcançou o terceiro lugar, propondo um site ou aplicativo para agendamento de visitas de voluntários nas 18 instituições que atendem idosos na cidade | Foto: Divulgação



O "The Buddy Program" alcançou o terceiro lugar, propondo um site ou aplicativo para agendamento de visitas de voluntários nas 18 instituições que atendem idosos na cidade.

"A gente pensou na questão do abandono desses idosos nos asilos e casas de acolhimento. Nossa ideia é angariar mais e mais voluntários que estejam dispostos a dedicar um pouco de atenção para eles", conta a aluna Luzia Pereira Calixto de Oliveira, representando uma equipe de oito alunos.

Os premiados farão um Tour Tech em São Paulo, com visitas ao Google, Apple e à incubadora de startups do Itaú-Unibanco. A premiação é uma parceria com o Nave à Vela, projeto que surgiu em 2014 e atua em 40 escolas do País, promovendo um currículo de Cultura de Inovação.

"Trabalhamos através da construção de projetos físicos com ferramentas de baixa e alta tecnologia para desenvolver seis competências nos alunos: colaboração, autonomia, empatia, realização de projetos, pensamento criativo e letramento tecnológico", descreve um dos fundadores do Nave à Vela, Miguel Chaves, que também sorteou no evento, uma viagem ao MIT em Boston, para julho de 2019.

Durante o Startup Tech, pais e convidados também puderam conhecer outras experiências tecnológicas apresentadas pelos demais alunos, no Maker Space.

Miguel Chaves, da Nave à Vela, Marcia Kobayashi, diretora da escola St. James e Patrícia Viegas: inciativas inovadoras para conectar os jovens ao mercado de trabalho com ênfase na solidariedade
Miguel Chaves, da Nave à Vela, Marcia Kobayashi, diretora da escola St. James e Patrícia Viegas: inciativas inovadoras para conectar os jovens ao mercado de trabalho com ênfase na solidariedade | Foto: Toni Minighini/ Divulgação
mockup