São Paulo - O ator David Lucas começou na TV aos nove anos e, desde então, tem encarado inúmeros desafios. O mais recente é viver diversos papéis nos esquetes do humorístico "Divertics" (Globo). Essa é a primeira atração em que Lucas, hoje com 18 anos, abandona o rótulo de ator mirim. "Sinto que evoluí com o passar dos anos. Encaro as mudanças na minha vida com certa maturidade", diz o ator.
Em cena no dominical, o ator, considerado um jovem talento do humor, repete a parceria com o veterano Luiz Fernando Guimarães. A dupla viveu Jorge Horácio e Hélio, pai e filho, respectivamente, na série "Minha Nada Mole Vida" (Globo, 2006-2007). "Esse encontro é um marco na minha vida, pois o Luiz foi um mestre para mim. Posso dizer que 90% do que sei sobre atuação eu aprendi com ele", define.
Guimarães lembra da divertida relação entre pai e filho que fez sucesso na série. "A gente brincava com o texto, já que o Jorge Horácio era infantil, e o Hélio era racional", conta. "É engraçado ver como o David cresceu e tem se dedicado à carreira de ator."
Lucas comenta que a parceria com Guimarães tem sido importante para o trabalho no "Divertics". "O programa não tem um formato e leva um pouco de teatro à TV. Então, estamos tentando entender essa nova proposta com o público. Ensaiamos muito antes e há cumplicidade em cena."
Ainda hoje, Lucas é abordado nas ruas por pessoas que se lembram do sucesso na pele do esperto Hélio da série. "Algumas reparam e dizem: 'Nossa, como você cresceu!'. É curioso que, por eu ter entrado pequeno na TV, as pessoas meio que me adotaram. Tratam-me como um filho."
Ao longo da carreira, Lucas colecionou papéis com perfis parecidos, ou seja, adolescentes espertos, antenados e que sempre se envolviam em divertidas confusões. "Eu não sou nem muito certinho nem descolado demais. Aceito fazer esses personagens, pois sei que, no fundo, cada um tem um estilo diferente. O René Júnior, por exemplo, era muito diferente do Orelha", diz, referindo-se aos adolescentes que viveu em "Fina Estampa" (Globo, 2011) e "Malhação" (Globo, 2012), respectivamente.
Mas Lucas já pensa em encarar tipos difíceis na TV. "A graça de ser ator é poder se renovar a cada trabalho. Eu quero viver um vilão ou fazer uma série de ação."

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