Jota
Fernando Henrique Cardoso (como presidente) tomou medidas urgentes para combater a crise. Mandou Nizan Guanaes (o marqueteiro da campanha) fazer um jingle e três video-clips. Isso para vocês sentirem a importância de se ter um marqueteiro político à mão para auxiliar na condução da nossa política. Tudo ficou mais fácil.
Dizem até que o Fernando Henrique (o candidato) ouve mais o Nizan Guanaes do que ao ACM. E tome jingle, video-clip e outros quetais. E o Brasil caminhando ao som da sanfona do Dominguinhos. Um elemento-surpresa que foi mantido fora do programa de governo do candidato à reeleição - conforme fontes bem informadas me revelaram em primeira mão - e que será acionado por Fernando Henrique (o candidato) assim que ele mesmo passar a faixa para ele em janeiro, vai ser a criação do Ministério do Marketing. Será um ministério especial, nos moldes do ministério dos Esportes, aquele que foi criado para o governo ter o Pelé como garoto-propaganda.
Está certo. É impossível sobreviver neste mundo globalizado sem ter um bom marqueteiro à mão. Bóris Ieltsin está cai-não-cai por falta de um. E por excesso de vodca também, mas com um bom marqueteiro até isso poderia ser faturado. Mas no caso do Brasil, com o Ministério do Marketing as decisões de governo chegarão à população com mais eficácia. E os rumos do país, mesmo que sofridos, serão bem mais animados. Cena de sertão, de seca, de professorinha que ganha pouco, ou até de invasão de terras, sem a sanfona do Dominguinhos é um descaso. Diria até, uma desfaçatez, que pode fazer muito mal para a imagem do Brasil no exterior.
Mesmo na hora das decisões mais difíceis haverá mais compreensão por parte do povo. E o bom exemplo é esta alta de juros, antecipada - com sanfoninha e tudo - pela campanha de FHC (candidato). Já estávamos avisados. Pois há quase dois meses os homens vêm pedindo com delicadeza, emoção, lirismo até, pra gente levantar as mãos. Eficiência de marqueteiro no auxílio da condução do governo está aí.
Nizan Guanaes, o marqueteiro-mor, óbviamente é cotadíssimo para o cargo de ministro. Rodolfo Gamberini, o âncora do programa eleitoral de FHC (candidato), foi lembrado para substituir Fernando Henrique Cardoso (presidente) durante suas viagens. Isso depende, é claro, de negociações com o PFL, que tem um vice-presidente na parada. Mas não há nada que uma medida provisória não dê jeito.
O Ministério do Marketing será a grande cartada, o lance de mestre do segundo reinado, ou melhor, mandato de FHC (presidente). Existe até a idéia (segundo minhas fontes bem informadas) de contratar também a equipe do programa eleitoral do candidato Luís Inácio Lula da Silva. Para continuarem a fazer o marketing da oposição pelos próximos quatro anos.





