O governo de FHC já tem seu símbolo. É o martelo usado no leilão da Telebrás. O ministro das Comunicações deu o martelo de presente para Vilma Motta, viúva de Sérgio Motta, e ela rapidamente passou o presente para o presidente Fernando Henrique Cardoso.
Emblemático, o martelo que passou a Telebrás nos cobres representa com exatidão a política tucana. Cada governo tem o símbolo que merece. E a história da República é pontilhada de símbolos bizarros que formariam um museu muito interessante, caso fosse possível juntá-los para a apreciação das gerações futuras.
Que república danada para arrumar coisas estranhas para se representar. Da história recente - do fim da Ditadura Militar até os dias de hoje - é um festival de besteiras de fazer o finado Stanislaw se virar na cova. O governo Collor foi o mais pródigo criador de simbologias exóticas. De alianças de casamento que sumiam e depois reapareciam até outras coisitas que sumiram para nunca mais, teve de tudo naquele governo. No Museu da Bizarria da República, somente salões maiores que a Casa da Dinda poderiam dar conta do recado.
Vamos aproveitar o ensejo e - enquanto esperamos o nosso telefone - acrescentar alguns símbolos ao martelo de dona Vilma, que veio enriquecer nossa galeria de símbolos nacionais.

mockup