Jota
PUBLICAÇÃO
domingo, 01 de fevereiro de 1998
Jota A CASA DA MÃE JOANA 
A expressão casa da mãe Joana alude a lugar em que se pode fazer de tudo, onde ninguém manda, uma espécie de grau zero do poder. A mulher que deu nome a tal casa viveu no século XIV. Chamava-se, obviamente, Joana e era condessa de Provença e rainha de Nápoles. Teve vida cheia de muitas confusões. Em 1347, aos 21 anos, regulamentou os bordéis da cidade de Avignon, onde vivia refugiada. Uma das normas dizia: o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar. Casa da mãe Joana virou sinônimo de prostíbulo, de lugar onde impera a bagunça, mas a alcunha é injusta. Escritores como Jean-Paul Sartre, em A Prostituta Respeitosa, e Josué Guimarães, em Dona Anja, mostraram como o poder, o respeito e outros quesitos de domínio conexo são nítidos em bordéis.
VIRAR A CASACA


