A expressão ‘casa da mãe Joana’ alude a lugar em que se pode fazer de tudo, onde ninguém manda, uma espécie de grau zero do poder. A mulher que deu nome a tal casa viveu no século XIV. Chamava-se, obviamente, Joana e era condessa de Provença e rainha de Nápoles. Teve vida cheia de muitas confusões. Em 1347, aos 21 anos, regulamentou os bordéis da cidade de Avignon, onde vivia refugiada. Uma das normas dizia: ‘‘o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar’’. ‘Casa da mãe Joana’ virou sinônimo de prostíbulo, de lugar onde impera a bagunça, mas a alcunha é injusta. Escritores como Jean-Paul Sartre, em ‘‘A Prostituta Respeitosa’’, e Josué Guimarães, em ‘‘Dona Anja’’, mostraram como o poder, o respeito e outros quesitos de domínio conexo são nítidos em bordéis.
VIRAR A CASACA

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