Que Weber, qual nada. Obcecado pela trieleição o bipresidente Fernando Henrique Cardoso está debruçado sobre as obras completas de Alberto Fujimori.

A festa dos ‘‘500 anos sei lá de qu꒒ segue de vento em popa, como se dizia naqueles tempos de Cabral. A destruição pela polícia da Bahia do ‘‘Monumento Índigena à Resistência’’ foi peça-chave para chamar a atenção da opinião pública internacional para o evento. O mundo todo já está de olho.

Dizem que a sacada de marketing foi do ministro do Esporte e do Turismo – ou será do Turismo e do Esporte? – Rafael Greca, estrela principal da festança, em que sua fritura como ministro terá seu apogeu. Coincidindo com a data do descobrimento, a demissão de Greca ofuscará todas as outras do reinado tucano. A inveja mata!

A atração foi prometida pelo senador Antonio Carlos Magalhães, cacique do PFL. Se gorar, ninguém mais acreditará na palavra do presidente do senado. Nem com dossiê. Vai que é tua, Rafael!

ACM entende muito desse negócio de índio. Nailton Patoxó Hã-Hã-Hãe, líder indígena do sul da Bahia, é que garante para os brancos. Vale conferir na própria linguagem de Nailton a habilidade do senador no trato com a questão indígena: ‘‘O problema do Antonio Carlos Magalhães é que, na época do governo dele na Bahia, deu título de posse aos fazendeiros dentro da terra indígena. O patrimônio da União não pode ser titulado por pessoas no individual. Esses fazendeiros é que vêm matando os nossos índios. Ele deu títulos de posse na nossa terra, e nos seus governos botava polícia para ir atacar os índios. Então, essa rotina de polícia atacar os índios na Bahia, isso já é tradição do governo de ACM.’’ É o bom e velho ‘‘Toninho Malvadeza’’, disso não há dúvidas, caras-pálidas.

O governo também prepara um presentão para os índios brasileiros. É a redução da tutela da União sobre a população indígena – índio em tempo de globalização, disputando pau a pau com os fazendeiros seus direitos. E o mercado é que decida!

Com o novo estatuto o governo do bipresidente Fernando Henrique Cardoso vai passar para a história com uma importante conquista para as populações indígenas deste vasto território: o índio vai ter direito ao divórcio. Brasil, sil, sil!

Fontes da área econômica do Governo Federal tranquilizam a população quanto ao abalo nas bolsas de valores do mundo: o Brasil desta vez está preparado para a crise. Afinal, o Jorge Yunes – amigão do Celso, ainda Pitta – sempre pode emprestar algum.



Os fracassomaníacos não desistem – foram até em Washington para fazer chacrinha atrapalhando a reunião dos burocratas do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. Mas apesar dessas vozes pessimistas, a relação do FMI com o Brasil tem melhorado muito. Segundo agências internacionais, O ministro Pedro Malan e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, presentes à reunião, até foram autorizados pelo FMI a chegar depois das dez da noite no hotel. Mas sem direito à esticada em boate depois do jantar!

Ladrão que rouba ladrão é falta de decoro.


Brasil 500 anos: isso é que é programa de cara-pálida.



Ninguém segura este país!
O joelho de Ronaldo – mais instável que ministro de FHC – deu chabu novamente. Até aí, nada inesperado. O problema era tão previsível que até a seguradora do jogador, a ‘‘Euro Accident’’, já havia tirado a peça preciosa e defeituosa do contrato feito para ressarcir prejuízos do jogador em caso de contusão.

Ronaldo receberia uma bolada caso acontecessem problemas em qualquer outra parte do corpo. Menos contusão no joelho. Claro, seguro morreu de velho e ninguém melhor que uma seguradora para saber disso. Um experiente corretor de seguros não iria quebrar a cara pagando para ver algo que todos já desconfiavam que poderia acontecer.

Existem coisas que, definitivamente, não dá para segurar. Não há certeza nenhuma de seu exato funcionamento; e a ocorrência de quebradeira em razão de um mínimo esforço é mais que provável. O casamento dos Pitta, por exemplo. O amigão Jorge Yunes acreditava nele, mas será que uma seguradora firmaria contrato para segurar para sempre a união com Nicéa? Duvido.

O joelho do Ronaldo – que não é mais chamado de Ronaldinho pelos jornais; o que houve: o moço cresceu? – não mostrava firmeza na hora de ser segurado. A seguradora fez questão de tirar o corpo fora destacando no contrato – em letras miúdas, é claro – que joelho não era com ela.

Mas tem outras coisinhas muito nossas que nenhuma seguradora ousaria garantir pagamento numa situação de prejuízo para o dono. Por elas ninguém botaria a mão no fogo e muito menos pagaria prêmio em caso de acidente. Vamos a algumas que dão muito menos segurança de durabilidade que o joelho do Ronaldo.


SEGURE SE PUDER!
A relação de Itamar Franco com o PMDB.
O governo do Garotinho.
O cérebro da Tiazinha.
A candidatura à Presidência do Lula.
As boas maneiras do senador ACM.
O ministério de Rafael, o Greca.
A língua da Nicéa, a ex-Pitta.
A relação profissional entre Hebe e Silvio Santos.
O casamento da Adriane Galisteu.
O dossiê de ACM contra Jader Barbalho.
O material de exibição das siliconadas brasileiras.
O presidencialismo brasileiro.
A Petrobras como estatal.
A relação de Jader Barbalho e ACM.
A Usina Nuclear de Angra dos Reis.
A lisura das privatizações tucanas.
O dossiê de Jader Barbalho contra ACM.
A carreira política do Pitta.

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