1 Coisa boa de se ver: pagodeiros descendo a ladeira. Grupo que vendia 450.000 cópias caindo para 180.000. Os de 1.250.000 despencando para 350.000. Mesmo com toda a exposição na mídia, o produto não vai. A mídia dá uma atenção danada para coisas que no fim não se mostram tão populares assim.

Com toda a propaganda – capas de revistas, matérias nos segundos cadernos dos jornais diários, anúncios, programas de TV e jabaculês no rádio –, o custo acaba sendo bem mais alto que o benefício, concordam? Isso sem falar nos custos auditivos para os nossos pobres ouvidos. Bota ‘‘custo Brasil’’ nisso...
2 Não é o que o povo gosta, meus leitores e leitoras, e sim o que eles querem impingir ao país. Depois do axé, ufa!, o pagode se vai. Mas não subestimemos a capacidade dos produtores das grandes gravadoras. Eles já devem estar planejando algo pior.




3 O ex-prefeito Paulo Maluf (aquele que verdadeiramente apitta) pediu em um bairro da periferia de São Paulo: ‘‘Se sujei, deixa eu limpar.’’ A cidade inteira imediatamente respondeu: ‘‘Pô, Maluf, mas você prometeu que só ia estuprar e não matar!’’
4 Não convidem o senador ACM e a ex-Pitta, Nicéa, para a mesma festa. Mas se convidar, trate de se comportar. Os dois depois contam tudo!
5 O imbróglio do ainda Pitta, o Celso, também tem um lado bom. A magnanimidade do amigo do peito do prefeito, Jorge Yunes, emprestador contumaz e generoso acendeu as esperanças de muita gente que não tem um salário à altura de suas necessidades.
Até eu estou pensando em pedir umas abobrinhas para o Yunes – ou posso te chamar de Jorge? Pago quando puder, amigão.
6 O prefeito Pitta, ainda Celso, tem razão: é perseguição. Tudo bem: apresentem gravações comprometedoras, coloquem a mulher pra falar mal dele, tirem ele da prefeitura! Mas precisa fazer tanto trocadilho com seu sobrenome? Perseguição, sô...
7 Quem não se aguenta de contentamento é o Louro José. Com a entrada de Carlos Heitor Cony – seu parceiro no programa de Ana Maria Braga – na Academia Brasileira de Letras, aumentam bastante suas chances de também tornar-se um imortal da veneranda casa de letras. Afinal, ele mais o Cony são os intelectuais do programa.
8 E o marqueteiro Duda – ou Mendonça –, onde andará? Aposto um cachê de apresentador de programa eleitoral que ele está por trás da frase ‘‘Se sujei, deixa eu limpar.’’ Boa, menino, isso dá coisa: ‘‘Maluf faz; Maluf suja; Maluf limpa.’’
9 Para não dizerem que não falei de banda podre: mas podre mesmo era a Banda Blitz, lembram? Vichi, não salvava um!
Um cinco um, gente? Eu, se fosse da base do governo, juntava a turma para elevar isso para um sete um. Tem mais a ver com estes tempos.




Morreu por causa de uma crença absurda: acreditava em sinal vermelho.

Na verdade o Plano Real tem sido um sucesso, com resultados positivos além do esperado: o problema é o povo brasileiro, que insiste em dar errado.
É melhor uma criança assistindo a um filme inadequado para menores de catorze anos do que fora do cinema, onde a realidade é inadequada para menores de dezoito anos.
São tantos problemas no Rio de Janeiro, que não me espantaria se de repente alguém descobrir que o Pão de Açúcar azedou.

ERRATA
Onde se lia ‘‘Socorro, polícia!’’, leia-se ‘‘Socorro, é a polícia!’’
Só não vê quem não quer: a violência é o saldo da corrupção.
Pobre do país que necessita de heróis, já disseram. E mais pobre ainda quando esse herói é a Nicéa Pitta, eu digo.
TESTE
Você emprestaria seu carro para o Rubinho Barrichelo?
A) Claro, sem me preocupar. Afinal meu carro não é nenhuma Ferrari.
B) Só se ele garantir que paga o mecânico. E o aval do Galvão Bueno não vale.
C) Sem nenhum problema. Meu carro tem seguro contra Barrichelo.
PONTUAÇÃO: Não tem pontuação e muito menos premiação. Já viu algo com o Rubinho Barrichelo dar em premiação?



E o nosso Oscar também está repleto de surpresas. É um evento anual ansiosamente esperado pelos nossos queridos leitores e leitoras – só suplantado pela entrega do prêmio original. Neste ano os vencedores que brilhavam nas apostas foram derrotados pelo advento da ex-Pitta, a Nicéa, embalada feito diretor de comédia italiana.
A ‘‘ex-principessa’’ do prefeito Celso, ainda Pitta, virou uma bruxa má para o malufismo paulista. Ficaram para trás os agradáveis anos de amizade e frango. Nicéa arruinou a superprodução que Paulo Maluf pretende há anos para o Brasil – a produção de um gigantesco ‘‘disaster-movie’’ chamado Brasil, que deixaria no chinelo suas superproduções recentes, os megadesatres ‘‘São Paulo I’’ e ‘‘São Paulo II’’.
O bipresidente FHC e sua espantosa carreira de ator, ACM, Jáder Barbalho, Temer, todos os atores da comédia – ou será tragédia – brasiliense ficaram para trás. Não sobrou nem para o ministro Greca e sua superprodução ‘‘Brasil, 500 anos sei lá de qu꒒. Esse ano só deu o Pitta e seu drama, numa justa homenagem ao prefeito paulistano que interpreta com perfeição o papel de Maluf.
Maluf, aliás, que ficou quietinho quando sumiram as estatuetas do ‘‘Oscar’’ original. Será que o Mário Covas também não estava por trás daquilo?
Mas vamos às estrelas deste magnífico espetáculo pátrio – o da política brasileira –, que só não é mais engraçado porque nós temos que fazer parte dele. Agora com cachê de 151 reais. Tudo pela arte!
Jota

OS VENCEDORES
Filme
O do salário mínimo. Drama, heroísmo, aventura, ação. Uma ótima idéia que acabou em 151.
Ator Ele, o Paulo; Maluf, é claro. É um ladrão de cenas. E ainda consegue convencer que não tem nada a ver com os ‘‘disaster-movies’’ ‘‘São Paulo I’’ e ‘‘São Paulo II’’.
Atriz A ex-Pitta, Nicéa. Nem Bete Davis faria melhor: é a malvada perfeita. Impagável. Aliás, aí é que começou o filme triste do Pitta, o Celso.
Ator coadjuvante O Pitta, Celso. Coadjuvante perfeito do malufismo. Merecia também o de ator principal por sua interpretação de prefeito sem Maluf.
Atriz coadjuvante A loura misteriosa. Marina de Sabritt tirou o corpo fora. Hebe Camargo jura que não é ela. Então só pode ser a Galisteu, sempre de namorado novo.
Efeitos visuais O prêmio vai para o Carnaval Brasileiro. Oscar garantido pelo silicone geral da Sapucaí, que criou o ‘‘efeito travesti’’, agora também nas mulheres.
Filme estrangeiro Armínio Fraga. Henri Philippe Reichstul e Francisco Gros. Filme repetido: é aquele em que o interesse nacional é o cocô do cavalo do bandido.
Roteiro original A Reeleição Presidencial.
Roteiro adaptado O Parlamentarismo.
Montagem A Privatização.
Curta-metragem Maluf Presidente: ‘‘cult’’ bem curto; e o Brasil curtiu demais!

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