PAU NA VIOLÊNCIA





De como se mantém a disciplina do exército na frente de batalha


Não suporto cheiro de povo


Salve-se quem puder e quem não tem força que se dane


Eles darão os empregos




O desenhista George Grosz (1893-1959) não se espantaria com as cenas de violência gravadas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Com franqueza, diria que já viu este filme em seu país, Alemanha, na década de 30. A diferença é que lá, além da população pobre, as tropas policiais tinham como alvo os judeus.
Grosz foi um crítico implacável da violência. Seus desenhos atacaram o mito militarista que acabou se transformando na loucura nazista. Desenhista habilidoso, praticava um humor negro, pesado, forte até para os padrões alemães. Com a Primeira Guerra Mundial, os artistas alemães radicalizaram. E Grosz foi um dos que foram mais fundo na análise do caráter do burguês alemão, corrupto, preconceituoso e militarista.
Revoltado com os acontecimentos na Alemanha pré-nazismo, Grosz passou sua fúria para o papel. Nos seus desenhos estão os membros da hierarquia eclesiástica, as cenas de prostituição, a população faminta, a violência física, os mutilados de guerra... E os burgueses ávidos, contando dinheiro ou comendo e bebendo junto às prostitutas.
Caiu de pau na violência até 1933, quando teve que se mudar para os Estados Unidos. Em 1937, Adolf Hitler, no poder, reservou um espaço para Grosz na exposição ‘‘Arte Degenerada’’, na qual os nazistas reuniram obras de arte moderna confiscadas, chamadas por eles de ‘‘arte judaica, degenerada e bolchevique’’. A exposição foi apenas parte das 20.000 obras confiscadas dos museus alemães por ordem de Joseph Goebbels. Nada mal para um sistema político que acreditava que ‘‘o mais perfeito objeto de arte criado nas décadas anteriores era o capacete de aço’’.
Vale a pena ver os trabalhos de George Grosz. São desenhos duros. Mas fundamentais, para que a memória fique sempre atenta. Senão a história se repete. Como farsa, mas se repete.
Jota




ALERTA
Em caso de violência policial, não chame o ladrão. Eles podem estar trabalhando juntos.






DENÚNCIA




George Grosz criticou com fúria a realidade da Alemanha. Em 1933, forçado pela ascensão do Nazismo, emigrou para os EUA, só voltando à sua pátria para morrer, em 1959




É crime dos mais graves: extorsão. E nem precisou de cinegrafista amador para filmar a delinquência. Tem testemunhas, foi documentado em vídeo, gravado em áudio, fotografado em preto e branco e a cores. Teve até manchete de jornal. E até agora ninguém foi indiciado. Basta de impunidade. Vamos nos indignar, sair nas ruas. Fazer ato público em Diadema. Colocar vela acesa na porta de cada casa. Ligar pra Lilian Witte Fibe para ela se emocionar. Chamar o Cid Moreira para um editorial.
Os Rambos agora foram os deputados aposentados, que imobilizaram o FHC, botaram ele contra a parede e exigiram uma grana preta mensal (R$ 21 mil) para votar a reforma administrativa. Quero ver essa gente enquadrada, respondendo à inquérito, proibida de sair nas ruas, essas coisas.
E não vamos nos contentar com desculpas do Michel Temer como paliativo!

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