Jota
O final de cada ano nos reserva sempre aquelas coisas inevitáveis. Edições inteiras das revistas semanais e dos jornais diários sobre o ano que passou, relembrando aquilo que ninguém quer lembrar; o especial do Roberto Carlos; coletânea das frases do ano, umas muito chochas mas proferidas por alguém que está no poder e que portanto não podem faltar em nenhuma antologia de fim de ano, outras até apreciáveis no contexto em que foram proferidas, mas que carecem de força como frases. Mas enfim, tem que ter as frases do ano. Então, entra cada coisa que vou te contar. Melhor, não vou não.
Outro fato inevitável são as resoluções de Ano Novo. Aquele desejo incontrolável de mudar de vida, passar a usar camisas melhores, beber menos, passar a usar desodorante, começar aquele regime para emagrecer, pedir o divórcio; enfim, essas coisas simples da vida.
O início do regime, é claro, começa depois da ressaca do réveillon. E parar de beber ultrapassa esta fase difícil, pois o carnaval já estará chegando e ninguém é de ferro. Na verdade, o ideal seria tomar a definitiva resolução de não prometer nada no final do ano. As resoluções de Ano Novo não costumam ver o sol do primeiro dia de janeiro pois, ao contrário da nostalgia daquela peça íntima das mulheres, resolução de Ano Novo a gente sempre esquece.
Mas é difícil não não cometê-la, especialmente porque o guarda não multa ninguém por isso. Como essas resoluções de Ano Novo de figuras que terão seus nomes bastante lembrados neste réveillon e não exatamente para brindes de felicidades. Eles vão esquecer logo, mas vamos ver suas resoluções de Ano Novo.





