Jota
Jota
Não estranhem o candidato Luiz Inácio Lula da Silva sem a sua tradicional cor vermelha; apesar do branco proposto por seus eficientes marketeiros eleitorais, a situação dele é mesmo preta
TRICASJosé Sarney, com as tricas e futricas na mão, conseguiu cinco anos de poder; hoje, só com as futricas, é senador pelo AmapáUm feito não pode ser negado a Fernando Henrique Cardoso (presidente). É um dos presidentes que mais contribuiu para enriquecer o vocabulário político brasileiro. Pena que não fez a mesma coisa com a economia brasileira. Mas conforme diz o outro Fernando Henrique, o candidato, não se pode fazer tudo só em quatro anos.
O nosso presidente é hábil cunhador de neologismos. Neobobo é um dos mais célebres de sua lavra, mas nesse caso o neologismo voltou-se contra o criador. O tempo e os especuladores internacionais comprovaram que os neobobos estavam era à sua volta.
FHC (presidente) tem trazido preciosas pérolas para a ágrafa política brasileira. Ágrafa, revelo antes que você corra para o dicionário, é aquele que não tem ou não admite escrita. Algo como o Congresso Nacional em dia de sessão.
Até nisso Luiz Inácio Lula da Silva - que disputa a presidência com o nosso neologista - fica em segundo lugar. Lula trouxe lá do nordeste uma única palavra, maracutaia, para expressar sua indignação com os golpes baixos de Fernando Collor na política brasileira. Só por esta expressão, contudo, Lula ficará no dicionário da política brasileira, atualmente de bolso.
Agora Fernando Henrique Cardoso (como presidente e candidato) acrescenta mais duas palavrinhas à política brasileira. São astricas e futricas, usadas para expressar seu desagrado diante do protesto da oposição pelo apoio (gravado em fita) do presidente do TSE à sua reeleição.
Trica e futrica, parece nome de dupla de palhaços. A conhecida futrica é fuxico. E trica é trapaça, tramóia, intriga.
A tabela abaixo - elaborada após exaustivas pesquisas - é uma contribuição deste jornalista para o entendimento das manhas linguísticas do nosso presidente e candidato que, segundo as pesquisas, ainda vai acabar fazendo o dicionário da política brasileira ficar do tamanho do Aurelião.





