Dorico da SilvaCamelódromo instalado na área do Museu desvaloriza o prédio histórico, segundo Paulo MortariO jornalista José Paulo Mortari aproveitou o ato da entrega dos brinquedos para fazer um apelo à sensibilidade das autoridades. ‘‘Em especial ao prefeito Antonio Belinati, que também é filho de pioneiros’’, complementa. ‘‘Seria importante transferir o Camelódromo para outro local, porque a área do Museu é de grande interesse histórico, uma área pública e que tem que ser devolvida à população. É um desrespeito aos nossos pais e avós que contruíram essa cidade. Acredito que o prefeito, que tem feito muito pelo Museu, possa acertar isso também’’, observa.
Mortari avalia que a recuperação dos arredores da área seria uma boa notícia na reabertura do Museu. ‘‘Essa é uma parte histórica da cidade que foi parcialmente destruída. Acabaram com o ponto dos carroceiros, por exemplo. Devemos respeitar essas áreas’’, justifica. Para ele, o Camelódromo atrapalha a vista do prédio. O jornalista salienta que mais de 400 famílias estão ajudando na restauração do Museu. ‘‘Mas a política tem que fazer sua parte’’.
Aproveitando o apelo, Paulo Mortari sugere à secretária da Cultura, Ângela Marçal, pensar na possibilidade de unir o Museu Histórico e o Museu de Artes através da Praça Rocha Pombo, que será a entrada principal do Carlos Weiss. ‘‘Uma entrada só para os dois museus’’, diz. (J.S.)

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