JORNALISTA DA FOLHA GANHA PRÊMIO
O Guairão teve sua platéia lotada anteontem à noite, para a festa da entrega do 6º Prêmio Saul Trumpett, voltado aos melhores da música paranaense de 2000. O idealizador e realizador do evento, Cleverson Garret, comentou que demos pequena mostra da nossa qualidade. A jornalista Simone Mattos, da Folha Dois, levou o prêmio de melhor jornalista da área cultural. Este é o segundo ano consecutivo em que a Folha recebe uma estatueta do Prêmio Saul Trumpett. No ano anterior foi a vez de Zeca Corrêa Leite, contemplado na mesma categoria. Enquanto realizava-se a sessão no Teatro Guaíra, Simone trabalhava noutro ponto da cidade estava cobrindo o desfile do Crystal Fashion. Na entrega do prêmio, foi representada pelo colega Zeca Corrêa Leite.
A jornalista soube da boa-nova quase simultaneamente. Um amigo localizou-a pelo celular. A princípio pensei que fosse brincadeira. É claro que fiquei muito feliz, honrada com a escolha. Enfim, concorria com dois colegas que são profissionais de respeito. Foi uma surpresa muito grande; acho que se estivesse no teatro, ficaria muda.
Outra grande surpresa foi a escolha do CD Uns Caetanos, com o grupo O Tao do Trio, como o melhor do ano. Gravado em 2000 para a gravadora CID, o disco e terá distribuição nacional nos próximos dias. Seu lançamento oficial acontece a partir de hoje com um show que permanece até domingo no Teatro do Paiol. O Tao do Trio é formado por Cristina Lemos, Helena Bel e Suzie Franco.
É supreendente mesmo, concordou Cristina Lemos. Com chave de ouro estamos abrindo nossa carreira paranaense e nacional, porque na próxima semana o CD estará em todas as lojas. Helena Bel entendeu como um presente do destino ganhar o prêmio de certa forma antecipado. É um privilégio. Suzie Franco acrescentou que este não é um prêmio só dos vencedores, mas de todo mundo: dos artistas que vieram antes, da galera que veio antes da gente, fez a história e agora estamos tentando fazer com que ela se projete no cenário nacional.
A poeta Alice Ruiz assinou com Gabriel Teixeira, da banda Black Maria, a melhor música do ano: Basho. Para ela foi uma conquista, sobretudo por ser um reconhecimento paranaense. A gente sempre tem a impressão que primeiro deve ser reconhecido fora para depois ser em casa. Então é altamente significativo.
Outro fator importante foi a afetividade que nutre por Gabriel: O pai dele estava em minha casa quando alguém veio buscá-lo porque o Gabriel estava para nascer. Então a gente é de duas gerações mesmo e quando compomos estamos ali, trabalhando de igual para igual. O prêmio mostra, de uma vez por todas, que conflito de gerações não está com nada.
Dois grupos do interior foram selecionados ao troféu: Afrodizia, de Maringá, e Clínica Tobias, de Laranjeiras do Sul. A presença dos músicos que rodaram quilômetros para chegar a Curitiba deu ao evento um peso ainda maior.
Isso mostra que há uma efervescência na música do Paraná. Ela está acontecendo, tem qualidade, afirmou Garret. Prova disso, acrescentou, foi a Relespúbblica ter se apresentado no último Rock in Rio e a Le Figarro ter vendido 15 mil cópias de seu CD e a maringaense Afrodisia ter uma de suas músicas incluída na Malhação.





