Antes de se tornar uma líder espiritual, a Monja Coen era a jornalista Cláudia Dias Batista de Souza, uma repórter inquieta do Jornal da Tarde. A partir de uma reportagem sobre as sociedades alternativas, ela entrou em contato com o budismo e isso mudaria sua história. No início da década de 80 foi para o Japão, onde permaneceu por doze anos, sendo os oito primeiros no Convento Budista de Nagoia. Já como monja, voltou ao Brasil em 1995 para coordenar as atividades do Templo Busshinji - sede da tradição Soto Shu para a América do Sul - localizado no bairro da Liberdade, em São Paulo. Em 1997, tornou-se a primeira mulher - e a primeira pessoa de origem não-japonesa - a assumir a presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil, função a que se dedicou por um ano. Em 2001 criou seu próprio centro budista no bairro de Pinheiros, na capital paulista.
Além de lançar seu livro em Londrina, a monja vem ao Norte do Paraná para participar, hoje, da comemoração dos 45 anos do Templo Budista de Rolândia (Rua Paranaguá, 325). No local, a partir de segunda-feira, os budistas realizam um retiro espiritual que deverá terminar no dia 9. (C.M.)

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