Na Escola Municipal Alvorada, em Cambé, o trabalho com o jornal é mais direcionado aos alunos do quinto ano do ensino fundamental 1, até como forma de melhor prepará-los para a Prova Brasil, que exige um alto grau de compreensão e interpretação de texto. Realizada em abrangência nacional, a cada dois anos, desde 2005, a avaliação do Ministério da Educação envolve também a disciplina de matemática junto a alunos de escolas públicas do 5º ao 9º ano.

"Seja na sala de aula ou na biblioteca, durante a Hora do Conto, semanalmente o jornal serve como um recurso eficiente para despertar a atenção das crianças e incentivar a leitura", avalia a coordenadora Rudney Costa da Silva. "É um suporte rico que traz vários gêneros textuais, como as charges, os classificados e as reportagens", pontua.

Os jornais também são encaminhados com frequência à casa dos alunos como parte do material que integra as sacolas de leitura. "Quando o aluno é menor, os pais fazem a leitura e registram no caderno as impressões do aluno sobre isso", informa a coordenadora. A bibliotecária Patrícia Bochi conta que procura explorar com as crianças textos que as mostrem como protagonistas, como o caso da notícia de um grupo de crianças que se reuniu para organizar um mutirão de limpeza contra a dengue. "A leitura do jornal na biblioteca é mais lúdica, descontraída e eles adoram", afirma.

A professora regente Neide Tieppo Maestro diz que sempre procura diferenciar o trabalho com o jornal, o que inclui a leitura em voz alta de reportagens, a criação de uma história fictícia a partir apenas das manchetes jornalísticas e a interpretação crítica de problemas apresentados pelo jornal. "Eles adoram e ficam muito empolgados. Nas primeiras aulas é até difícil controlar a empolgação deles. É preciso ter um foco para não se dispersarem", sugere.

Já a professora Patricia Marques Schroder gosta muito de utilizar os boxes com notícias resumidas e links explicativos. "É muito interessante. Eu sempre recorto e alguns até guardo, como arquivo pessoal, para serem utilizados em anos posteriores. É o caso de um box que saiu em 2009 sobre a Síndrome de Down e a importância de aprender a lidar com a diferença. Isso nunca perde a factualidade e merece ser trabalhando com as crianças", conclui. (A.P.N.)

mockup