"Jornada nas Estrelas - Insurreição", o mais caro da série, estréia amanhã sem escapar da maldição
São Paulo, 11 (AE) - Trekkers de carteirinha vão adorar "Jornada nas Estrelas - Insurreição", mas é preciso ser totalmente devoto da série de filmes que começou na TV e depois ganhou a tela dos cinemas. Pois o filme dirigido por Jonathan Frakes, que estréia amanhã (12), não consegue vencer a maldição que acompanha a série: os filmes ímpares são inferiores aos pares. "Jornada nas Estrelas - Insurreição", o nono, é a prova.
Com Picard (Patrick Stewart) no comando da Entreprise e William Riker (o ator e diretor Frakes) no comando por trás das câmeras, "Insurreição" é o filme mais caro de toda a série. Custou cerca de US$ 85 milhões, praticamente o dobro de seu antecessor, "Primeiro Contato". Exagera no palavreado difícil e nas soluções fáceis. O resultado é que não consegue ser original - nem muito interessante.
A história põe a tripulação da Enterprise às voltas com o planeta Baku. Localizado numa região turbulenta da galáxia, é habitado por alienígenas que são atrasados, tecnologicamente, mas parecem ter atingido a harmonia na sua maneira de viver. Quando o filme começa, Data (Brent Spiner) aparentemente enlouquece e escapa ao controle. Ao investigar o caso, Picard descobre uma conspiração para apossar-se do segredo dos Bakus - eles conseguiram desenvolver a fórmula da imortalidade.
Os trekkers, que sabem tudo sobre os bastidores da série, já sabem também que, além de ser o filme mais caro, Insurreição foi o que teve maiores problemas, do roteiro à realização. Foi tudo complicado, com uma boataria imensa, que incluiu a notícia de que Kirk voltaria à série. A Paramount até que tentou, oferecendo uma fortuna ao ator William Shatner, mas ele não quis nem saber.
Ocupada com os efeitos do novo "Guerra nas Estrelas", de George Lucas, a Industrial Light and Magic ofereceu os serviços apenas de seu segundo time de técnicos. Os produtores de "Insurreição" optaram pela Blue Skye/VIFX, responsável por "Arquivo X - Resista ao Futuro", que trabalha apenas com efeitos digitais, sem maquetes nem miniaturas. Os efeitos, se não chegam a ser brilhantes, estão longe de ser o que o filme tem de pior. Sem os carismáticos Borgs, Klingons e a velha tripulação, "Insurreição" não escapa à maldição. O negócio é esperar logo pelo décimo filme. (L.C.M.)





