Joinville, fundada por imigrantes alemães em 1851, tem 400 mil habitantes e ares de cidade pequena mesmo sendo o maior e mais industrializado município do Estado de Santa Catarina. É uma cidade limpa, sem buracos no asfalto, com horários de cidade de interior – almoço ao meio-dia, jantar às sete da noite e depois da meia-noite é difícil encontrar onde comer ou vida noturna fora das boates. Só há uma farmácia e um pequeno supermercado 24h.
E não se vê muitos pedintes pelas ruas, só um ou outro no cetro. Nem táxis. Eles ficam parados no ponto e devem ser chamados pelo telefone 197. As ruas geralmente têm dois nomes. O novo na parte de cima da placa e o antigo na parte de baixo. Por exemplo: Rua Mário Lobo, antiga Rua Augustrasse. De um mirante no alto do morro Boa Vista pode-se avistar toda a cidade, inclusive a Baía de Babitonga em ângulo de 360 graus.
O mar fica bem pertinho, há cerca de 50 quilômetros de distância e é o programa preferido do joinvillense nos dias de domingo, mas não chega a ser explorado turisticamente.
O passeio no barco Príncipe III, pela Baía de Babitonga, passando por 14 ilhas, este sim, é considerado um dos grandes atrativos turísticos, com parada na Ilha de São Francisco do Sul, onde se pode visitar o Museu Nacional do Mar de São Francisco do Sul, com réplicas de navio, miniaturas e embarcações em tamanho natural. O passeio dura das 10h às 15h30 e custa R$ 32 por pessoa, sendo que crianças de seis a 12 anos pagam meia.
Um city tour que custa R$ 7,50 na companhia de turismo Bogotour, revela poucos lugares atrativos. Talvez por isso mesmo, Joinville seja uma cidade de megafestas como a da cerveja, a da dança, a das flores. Aliás, é conhecida como a cidade das flores. Na primavera, porque no inverno principalmente, não é mesmo. A orquídea é a flor mais cultivada por aqui, e isso, desde 1930. Em julho, inclusive, a Agremiação Joinvilense de Amadores de Orquídeas (Ajao), que tem 125 associados, comemorou 62 anos.
Traços da colonização alemã são visíveis por toda parte, como na entrada da cidade, onde está o primeiro pórtico de Santa Catarina em estilo enxaimel. É um tipo de construção feita pelos imigrantes em que os tijolos são entremeados e sustentados por tiras de madeira e o telhado é em forma de V. Esta é a primeira parada do city tour.
Em seguida, passa-se pelo Parque Expoville, onde acontece a Fenachopp, que é a festa da cerveja, em outubro, e a Festa das Flores, em novembro, que é a mais antiga e está na 62ª edição. Passa ainda pela igreja e pelo Museu Nacional de Imigração e Colonização de Joinville (Rua Rio Branco, 229), que normalmente faz exposições de objetos do cotidiano dos imigrantes, como móveis, louças, roupas etc., e onde se pode conhecer a história da cidade.

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