Rio, 01 (AE) - Graças ao Prêmio Shell, Johnny Alf voltou ao Rio, sua cidade natal, em grande estilo. Foi o que ele disse na noite de ontem (30), no Canecão, ao receber o troféu do presidente da empresa, David Pirret. Alf é o 17.º músico brasileiro a receber o Prêmio Shell e, modesto, disse que devia a homenagem ao público, que sempre prestigiou sua música, "sofisticada e pouco comercial".
O show começou às 22 horas, com um pot-pourri dos sucessos de Alf, dançado por bailarinos de Jayme Arrôxa, que exageraram na gafieira. Logo depois, Johnny Alf cantou e tocou músicas de compositores que ele disse serem "os precursores, gente que fazia a noite nos anos 50". Em seguida, vieram Emílio Santiago, Alaíde Costa e Lenny de Andrade, cantando os clássicos do compositor.
O presidente da Shell fez um discurso curto para entregar o troféu com a concha, símbolo da empresa e, a partir daí, o show primou pela informalidade. Alf apresentou os jovens músicos, todos de Campinas, que o acompanham e chamou Rômulo Gomes, compositor novato, para cantar "Arpoador", dos dois. Generoso, elogiou todos. "Quando vejo gente nova assim, com talento, tenho certeza de que sempre aparecerá quem faça a boa música brasileira", comentou.
A noite acabaria num anticlímax (em razão do roteiro do show, que terminava com "Nossa Festa", linda, mas pouco empolgante, de Alf e Alberto Chimelli), se não fosse a intimidade do homenageado com o palco. Os pedidos de bis foram tímidos, mas ele voltou para terminar o show com o pot-pourri que o abriu, só que com os quatro cantores convidados. "Vamos fazer igualzinho o início, só que, desta vez, cantado", combinou com os músicos. Aí o público quis mais, mas o show já tinha terminado e Johnny Alf não voltou.

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