Joaquin Phoenix: "Nos desconectamos demais do mundo natural e nos sentimos culpados por ter uma visão egocêntrica"
Joaquin Phoenix: "Nos desconectamos demais do mundo natural e nos sentimos culpados por ter uma visão egocêntrica" | Foto: Frazen Harrison/ Getty Images/ AFP

São Paulo - Joaquin Phoenix venceu neste domingo (9) o Oscar 2020 na categoria de melhor ator, por seu trabalho no filme "Coringa", e agradeceu o prêmio com um discurso recheado de críticas às desigualdades sociais. Após a cerimônia, o ator foi fotografado comendo um lanche vegano com sua noiva, Rooney Mara, ao lado da estatueta adquirida.

"Seja falando sobre desigualdade de gênero, racismo, direitos dos LGBTs, dos indígenas, ou dos animais, estamos falando sobre lutar contra a ideia de que uma nação, uma raça, um gênero ou uma espécie tem o direito de dominar, controlar, usar e explorar outros sem impunidade. Acredito que nos desconectamos demais do mundo natural e nos sentimos culpados por ter uma visão egocêntrica", disse Phoenix ao subir ao palco.

O artista afirmou que não se sente superior a nenhum dos outros indicados ou a qualquer pessoa ali presente porque, segundo ele, todos compartilham do mesmo amor pelo cinema.

"Entramos no mundo natural e roubamos seus recursos. Nos sentimos no direito de inseminar artificialmente uma vaca e então roubar seu bebê quando ele nasce, mesmo que seus gritos de angústia sejam perceptíveis. E então bebemos o leite que é destinado ao bezerro e colocamos em nosso café e cereal. Quando usamos amor e compaixão como nossos princípios, podemos criar, desenvolver e implementar sistemas de mudança que são benéficos para todos os seres e ao meio ambiente", continuou ele emocionado.

Phoenix finalizou, então, seu agradecimento parafraseando um trecho de uma música do seu irmão River Phoenix: "vá ao resgate com amor, e a paz o seguirá". (Marina Lourenço/ Folhapress)

Natalie Portman: atriz manifestou seu protesto contra a misoginia vestindo uma capa preta com os nomes de diretoras ignoradas pela Academia
Natalie Portman: atriz manifestou seu protesto contra a misoginia vestindo uma capa preta com os nomes de diretoras ignoradas pela Academia | Foto: Robin Beck

Natalie Portman faz protesto feminista

São Paulo - Natalie Portman, 38, homenageou cineastas mulheres que não receberam indicações pela academia de cinema de Hollywood, na 92º edição do Oscar, que aconteceu na noite deste domingo (9) em Los Angeles, Califórnia.

Com uma capa preta - com os respectivos nomes bordados de dourado- a atriz manifestou seu protesto contra a misoginia da industria cultural no próprio tapete vermelho da premiação.

Entre os nomes bordados no traje da atriz estavam os das diretoras Lulu Wang, Greta Gerwing e Lorene Scafaria.

Nesta edição do Oscar nenhuma mulher concorreu na categoria de melhor direção. Em toda história da cerimônia cinco mulheres foram indicadas e uma venceu em 2020: Kathryn Bigelow por "Guerra ao Terror". (Folhapress)

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