Joana DArc, heroína de toda a humanidade
Joana DArc, heroína
de toda a humanidade
Elisa Marilia Carneiro
DivulgaçãoJuliano Maier, como Frei Damião, e Juliana Amaral, como Joana DArc, na peça que estréia amanhã, em CuritibaJogos de poder e farsa no julgamento levaram Joana DArc a ser condenada a morrer queimada viva em praça pública, aos 19 anos de idade, em 1431. A peça Joana DArc será encenada pelo Grupo de Teatro Expoente - formado por atores com idade entre 10 e 15 anos, a partir de amanhã, às 16h30 e no domingo, às 19h30, no auditório Antônio Carlos Kraide no Sesc do Portão.
Adaptada do oratório dramático Joana DArc Entre Chamas do escritor Paul Claude, a peça reconta com boa dose de ironia os últimos momentos da vida da aldeã francesa, que dizia ouvir de vozes divinas a missão que deveria combater os ingleses na França. Por colocar em cheque a política e os interesses da época, foi acusada de estar possuída por um mau espírito e condenada a morrer queimada em praça pública.
Segundo a diretora do grupo de teatro Simone Pontes, a história é contada em narrativa inversa e utiliza uma linguagem metafórica para mostrar a farsa armada para julgar Joana DArc.
A peça começa com o Frei Domingos, um amigo de Joana DArc, revendo a história da guerreira em ordem cronológica não linear: a morte, a condenação em um tribunal eclesiástico e o jogo político. De acordo com Simone, o texto escolhido possibilitou que todo o drama fosse permeado com muita ironia e a caricaturização de certas personagens. É o caso da assembléia de julgamento, onde o presidente escolhido é a figura do porco - dissimulado e tendencioso, o escrivão é o burro - que distorce tudo o que a acusada fala, e os assessores são os carneiros - que nunca têm nada a questionar.
BaralhoPara deixar ainda mais clara a realidade da França e da Inglaterra do século 15, um jogo de baralho é encenado para mostrar o funcionamento da política da Idade Média: em que existe apenas uma troca de lugares e todos permanecem no poder. Para os 18 jovens atores que se dividem para interpretar os 31 personagens da peça, o que marca a encenação é a postura de Joana DArc frente ao tribunal - como Sócrates em seu julgamento, ela não nega nem se arrepende de nada do que fez.
O Grupo de Teatro Expoente ensaiou durante três meses e cuidou em clima profissional de toda a parte de assistência de produção, direção e cenários. Apesar de jovens, a média de experiência dos atores é de dois anos, tempo suficiente para ajudar na criação e adaptação das peças que representam.
Apresentação da peça Joana DArc, com o Grupo de Teatro Expoente. Auditório Carlos Kraide, no Sesc do Portão. Rua João Bettega, 790. Dias 30, às 16h30, e dia 31, às 19h30. Ingressos a R$ 6,00.





