São Paulo, 18 (AE) - Não há melhor definição do que a expressão jam session para o show que Jô Soares faz com o Sexteto Onze e Meia de amanhã (19) até quinta-feira, sempre às 21h30, no Bourbon Street Music Club. A tradução exata da expressão americana é jazz after midnight, ou jazz depois da meia-noite, que simboliza uma reunião informal e descontraída de amigos que, em comum, tenham a paixão pelo gênero.
A idéia do show foi de Jô Soares. "Tudo começou quando o Chico (trompetista do sexteto) começou a participar do programa, em março deste ano", conta Jô. "Tive vontade de voltar a tocar trompete e comecei a fazer aulas com ele". Há dois meses, o apresentador e os músicos tiveram a idéia de montar um show e começaram a ensaiar no próprio apartamento do apresentador, no bairro de Higienópolis. O diretor do programa "Jô Soares Onze e Meia", Willem Van Weerelt, assumiu a direção. Repertório - A descontração típica da jam session começou na escolha do repertório. As primeiras músicas escolhidas foram as que Jô mais gostava, depois os músicos selecionaram quais delas seriam mais adequadas para apresentarem em um show. "Nosso entrosamento foi imediato", disse Derico (o saxofonista da banda). "Ele é um profissional do show e nós, da música. É o casamento perfeito".
Mas Jô Soares admite que está tendo de aprender muito. Mais do que cantar e tocar bongô e trompete, foi preciso muito ensaio para conseguir o entrosamento perfeito a fim de promover a descontração que pede uma verdadeira jam session. "Tudo começou como uma curtição, mas percebemos que podia virar um show", diz Derico. "E para nos apresentar em público é preciso estar tudo muito afinado". Humor - O repertório vai passear pela história do jazz, mesclando sucessos antigos e contemporâneos, passando até pelo jazz afro-cubano. Serão 13 músicas, entre elas: "Saint James Enfermary Blues", "Enkrenka", "Makin Woopee", "Caravan" e "When the Saints Go Marchinin". Entre uma canção e outra, Jô, Derico, Miltinho, Osmar, Tomati e Chiquinho vão fazer comentários sobre a história das músicas, seus compositores e intérpretes. "Tudo muito informalmente e, é claro, vai ficar engraçado", avisa Jô. "Não tem como não virar humor, quando nos juntamos é sempre engraçado".
A paixão de Jô Soares pelo jazz é antiga. A própria escolha do Sexteto Onze e Meia para o programa é uma prova disso. Ele fez por vários anos o programa "Jô Soares Jam Session", na Rádio Eldorado, e em seus shows humorísticos já ensaiava algumas participações como músico, tocando bongô. Jô tem uma coleção de CDs de jazz, conhece a fundo os maiores jazzistas do planeta e sempre que viaja garimpa as lojas de disco em busca de novidades. "Tinha muita coisa em LP, mas consegui substituir por CDs e doei muitos dos discos para os músicos do sexteto". Convivência - Da banda, Miltinho (baterista) e Bira (guitarrista) são os que se conhecem há mais tempo, tocam juntos há 27 anos. Mas o grupo garante que o passar do tempo só os torna mais entrosados. "E a convivência com o Jô faz com que o sexteto fique cada vez mais redondo", brinca o saxofonista Derico. O show teve uma pré-estréia em Belo Horizonte, no fim de semana passado. Fica em cartaz em São Paulo por apenas três dias
mas os músicos garantem que se fizerem sucesso poderão viajar pelo País e até gravar um CD. "Já há interesse de três gravadoras", adianta Jô, sem revelar os nomes. Serviço - "Sexteto Onze e Meia e Jô Soares". De amanhã (19) a quinta, às 21h30. R$ 30,00. Bourbon Street Music Club. Rua dos Chanés, 217, tel. 5561-1643

mockup