Paraty - Em entrevista ontem de manhã em Paraty, a escritora americana Jennifer Egan, que participa da mesa ''Pelos Olhos dos Outros'', na Flip, com o inglês Ian McEwan, defendeu a libertação da forma literária. Autora de ''A Visita Cruel do Tempo'', Egan é uma das escritoras mais celebradas nos EUA nos últimos anos - entre outros, ganhou o prêmio Pulitzer.
Conhecida pela forma como se utiliza dos mais diversos formatos em suas narrativas - ela já escreveu um conto em forma de lista de afazeres, e, mais recentemente, contos cujos parágrafos têm o tamanho de um ''tweet'' (140 caracteres) -, Egan disse ser a favor ''de um diálogo aberto com formas, que por si só não bastam, claro, mas enriquecem e aproximam a narrativa do mundo real, das novas formas de comunicação''.
Sobre suas influências, ela listou os americanos William Faulkner, Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald. Já quando indagada sobre autores brasileiros, Egan se penitenciou: ''nesse aspecto, sou uma típica americana ignorante''. Em seguida, depois de se dizer surpresa com o fato de Paulo Coelho não gozar de tanto respeito entre a crítica local, ela disse ter interesse na obra do brasileiro, sobretudo como fenômeno. ''E ele parece usar muito bem múltiplas formas de comunicação'', declarou.

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