''O jazz não é um ritmo, não é um tipo de música. É uma escola, uma concepção. É liberdade.'' É com esse espírito que o saxofonista paranaense Paulo Branco abre hoje a segunda edição do Festival Jazz Brasil, evento semanal que vai até o dia 23 de dezembro, no bar Curityba, na capital. O destaque fica por conta do mix sonoro em noites temáticas, que reúne artistas locais com nomes consagrados do cenário nacional executando jazz com reggae, rock, MPB e até música gospel.
''O blues é o esqueleto do jazz e você pode fazer harmonia e improvisação para qualquer tipo de música a partir do jazz'', comenta Paulo Branco, que, ao lado dos filhos Allan Giller (baixo) e Ian (bateria), forma o trio Sotak, responsável pela abertura de todas as noites do festival.
O evento tem convidados de destaque na noite curitibana, como o baixista Cris Julian e o trompetista Sandro Nascimento. Um dos diferenciais é mistura de ritmos que normalmente não são associados ao jazz, como a música gospel e o reggae.
A Noite MPB traz Jambo e banda; a Noite Reggae faz um tributo a Bob Marley; a Noite Gospel conta com a participação da banda da Igreja Reviver e Hermeto Pascoal é o convidado especial da Noite Jazz Rock. ''Vai do gosto do público, cada um tem um estilo. Na última noite, no dia 23 de dezembro, vamos fazer uma 'jam' de Natal com todos os músicos'', convida Branco.

mockup