Jazz para todos os gostos
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2001
Ranulfo Pedreiro De Londrina 
A idéia é sedutora: um clube de jazz onde, além de se ter acesso a um acervo de qualidade com cerca de 2 mil discos, é possível bater papo, apreciar bebidas ou guloseimas e, principalmente, ouvir e conversar sobre música. Estas são algumas das propostas do Londrina Jazz Club, criado na cidade no fim do ano passado e que ainda está fase de estruturação.
O clube conta com cerca de 12 associados e, enquanto não define uma sede própria, pretende limitar momentaneamente o número de integrantes. Mas o repertório vai chegar a todos os interessados por intermédio de um programa que deve estrear, em breve, na Rádio Universidade FM.
Não se trata apenas de ouvir jazz. As reuniões são embaladas pelo prazer de compartilhar discos interessantes, cultivando o convívio social. As idéias se multiplicam. Futuramente, o grupo quer promover algumas viagens a importantes centros do gênero, como Nova York e New Orleans.
Cada associado contribui com seu acervo pessoal, que será transferido para um computador. Assim, cada um terá acesso a todos os discos, podendo inclusive reproduzir CDs com repertórios variados. Por não envolver comércio o número de cópias é bem restrito a prática não constitui pirataria. O clube está estudando a possibilidade de, posteriormente, fazer o mesmo com DVDs.
Não existe hoje na região um acervo deste tamanho e com essa qualidade. Nosso arquivo vai ficar com aproximadamente 2 mil horas de música, comenta Dimas José de Oliveira, presidente do Londrina Jazz Club.
A qualidade do acervo salta aos olhos porque muitos membros trouxeram do exterior ou importaram discos que não chegam ao mercado brasileiro. Além do CD, é possível também reproduzir os bolachões de vinil muitos estão fora de catálogo.
O termo jazz, para o grupo, abrange uma gama gigantesca de artistas. Não há limitações de estilo: do jazz de New Orleans, passando pelas big bands, Be Bop e jazz contemporâneo, sem esquecer canções de compositores como os irmãos Gershwin, Irving Berlin e brasileiros como Tom Jobim, o leque de opções é amplo e atende a todos os gostos.
Queremos ajudar a popularizar o jazz. A idéia é somar para dividir, primeiro com o clube e depois com a divulgação na Rádio, ressalta Dimas de Oliveira que além de construir edifícios também se dedica ao saxofone.
Parte dos associados têm contatos com instrumentistas, e o Londrina Jazz Club pretende promover apresentações na cidade. Como o próprio grupo abriga músicos, não está descartada a possibilidade da criação de um conjunto.
As reuniões são realizadas às terças-feiras no escritório de Dimas de Oliveira em clima de descontração. Os discos tocados despertam a curiosidade, os associados lembram de compositores, as histórias vão se multiplicando e entram até em termos técnicos, como acústica e reverberação de som. Os interessados em obter mais informações sobre o Londrina Jazz Club podem falar com Dimas de Oliveira pelo telefone (43) 324-6983.


