Jazz é destaque de hoje a sábado
Uma das novidades do 32º Festival de Música de Londrina, o ''Jazz in Festival'' abre sua primeira edição na cidade hoje e prossegue até sábado com atrações locais, nacionais e uma internacional.
Todos os shows serão realizados, a partir de 22h30, no bar Valentino. A cantora Liliana Accorsi de Albuquerque e o Gilberto de Queiroz Jazz Quarteto inauguram a programação hoje. Amanhã será a vez do guitarrista Victor Biglione e do Londrina Jazz Quartet. Para sexta, foram escalados a musicista norte-americana Janet Grice e o grupo Mauro Albert Gipsy Jazz. Fechando o elenco, o trombonista Bocato e a banda Cinemática fazem o encerramento no sábado.
A cantora londrinense Liliana sobe ao palco hoje acompanhada pelos músicos Mateus Gonsales (piano), Diogo Burka (contrabaixo) e Roger (bateria). Durante o show, ela também recebe os convidados Paulo Siqueira (sopros), Gilberto de Queiroz (flugerlhorn) e Kinka Manoel (vocal). ''O repertório traz standards de jazz, canções italianas, Bossa Nova e música pop em arranjos jazzísticos'', conta ela.
Entre os temas escolhidos estão ''Summertime'' (George Gershwin/DuBose Heyward), ''Autumn Leaves'' (Joseph Kosma/Johnny Mercer), ''Samba per Vinicius'' (Toquinho/ Ornela Vanoni) e ''On the radio'' (Donna Summer/Giorgio Moroder). Desconhecida na agenda de shows em bares da cidade, a intérprete enfrentará pela primeira vez uma plateia que não se limita ao círuculo de amigos. ''Não sou cantora da noite. Sou casada, tenho três filhos e só comecei a levar a música mais a sério há dois anos'', conta.
O compromisso em iniciar uma carreira foi estimulado pela parceria com o pianista e arranjador Mateus Gonsales, com quem já gravou algumas composições. Até então, a música era apenas um hobby. Chegou a se apresentar em eventos sociais, mas sem direção profissional. O londrinense expert do jazz José Flávio Garcia a despertou para o gênero apresentando-lhe sua coleção de discos. Daí ela não parou mais de ouvir, pesquisar e cantar.
''Esse show será o lançamento dela em Londrina'', anuncia Kiko Jozzolino, coordenador do Jazz in Festival. Segundo ele, o evento poderá ajudar na popularização da música instrumental na cidade. ''A intenção é essa'', diz. ''Temos músicos excelentes, como os da banda Cinemática, que poderiam tocar em qualquer lugar do mundo. O que falta é mais divulgação para atingir o grande público. Percebo em minhas viagens pela Bahia que muitos músicos tocam em grupos de ritmos populares para ganhar dinheiro e, paralelamente, tocam por prazer em grupos alternativos de jazz como prazer. Acho que isso acontece em todo o Brasil'', assinala.
Para inverter essa situação, ele planeja outras edições do Jazz in Festival.
(N.S.)





