Jazz cigano com influências de bossa nova e pitadas de chamamé (ritmo argentino). Os elementos musicais aparentemente distintos formam uma receita harmônica no sexto CD do instrumentista e compositor Mauro Albert. O álbum batizado de "Jazz Manouche Brasil" será lançado com show na quinta-feira, às 22 horas, no Bar Valentino.
"Pesquiso o jazz manouche, conhecido como gypsy jazz ou jazz cigano há cinco anos. Embora muita gente não o conheça pelo nome, logo reconhece o estilo, pois ele faz parte do inconsciente de várias gerações há mais de 60 anos", afirma Albert, referindo-se ao estilo musical que surgiu nos anos 30, na França.
Ele conta que o disco foi gravado em duas sessões realizadas nos meses de dezembro do ano passado e abril de 2013. "O CD tem 11 faixas instrumentais, todas compostas por mim. No álbum toco violão cigano e sou acompanhado pelos músicos Wagner Costa, no violino; Ricardo Penha e Jorge Luís, no contrabaixo acústico; e Celso Pacheco, no violão rítmico", destaca Albert, lembrando que contará com a mesma formação no show de lançamento do CD.
O músico conta que algumas faixas do novo trabalho já foram disponibilizadas em redes sociais e recebida com elogios pelos ouvintes. "Comecei a divulgar o disco e ele está sendo muito bem recebido, não só pelos brasileiros, mas por franceses e alemães também", diz Albert.
Segundo ele, o diferencial do trabalho está no sotaque brasileiro. "Naturalmente, introduzimos harmonias refinadas típicas de bossa nova e também tem uma levada de chamamé, ritmo latino americano criado na Argentina que me inspirou a tocar viola e que faz parte de outros trabalhos meus", diz.
Na avaliação do músico, o espaço dedicado ao jazz manouche tem se ampliado nos últimos anos. "Na França, há mais de 40 anos existe um festival dedicado a esse estilo. No Brasil, a cidade de Piracicaba realizou em abril a primeira edição de um festival totalmente dedicado ao jazz cigano", salienta.
Albert conta que a paixão pelo gypsy jazz surgiu em 2009, durante uma turnê realizada no sul do Brasil. "Eu me apresentava com um músico catarinense e outro gaúcho e precisávamos encontrar um ponto comum de admiração entre os músicos. Foi quando percebemos que todos somos fãs do o guitarrista Django Reinhardt, que é a maior referência do jazz cigano", relembra.
"Jazz Manouche Brasil" é o segundo CD de Albert dedicado ao gênero. "Em 2011, conheci o violonista francês Louis Plessier e nasceu 'Droms Manouche', um duo de composições próprias também inspiradas no jazz cigano. Fizemos uma excursão juntos e gravamos o repertório em CD que será lançado em breve", conta o músico.
Nascido em Curitiba, Albert cresceu em São Paulo, onde aprendeu os primeiros acordes de violão aos 9 anos de idade. Após morar em Florianópolis, mudou-se para Londrina, onde vive há 14 anos. Após lançar alguns discos com influências de rock, jazz e world music, o músico passou a se dedicar à viola caipira, e, em 2002 e 2003, foi premiado pela Academia de Cultura do Paraná. Lançou como violeiro os álbuns: "A viola e o mar" (2001), "Terra" (2003), "O canto das cordas" (2003) e "Águas do sul" (2009).

Serviço:
Show de lançamento do CD "Jazz Manouche Brasil" , de Mauro Albert
Quando – Quinta-feira às 22h
Onde – Bar Valentino (R. Pref. Faria Lima, 486), em Londrina
Quanto – R$ 20 (CD) e R$ 10 (couvert) ou R$ 25 (CD + couvert)

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