O ator Jason Robards, que ganhou um Oscar por seu papel como o editor Ben Bradlee do jornal The Washington Post no filme ‘‘Todos os homens do presidente’’ em 1976 e uma segunda estatueta no ano seguinte por ‘‘Julia’’, morreu anteontem em Connecticut (leste dos EUA) aos 78 anos.
Nascido no dia 26 de julho de 1922 em Chicago (Illinois), Robards começou sua carreira de ator no teatro, depois de servir na Marinha dos Estados Unidos por sete anos, desde os 17.
Triunfou na Broadway em 1951 com ‘‘Stalag 17’’, um drama sobre um campo de concentração, e cinco anos depois ganhou grandes elogios da crítica por seu papel na peça de Eugene O’Neil ‘‘O cometa do homem do gelo’’.
‘‘Quando a gente está no palco, ninguém pode dizer ‘cortem’. Estamos sempre expostos a uma audiência presente e real’’, disse sobre o teatro em uma entrevista concedida à revista Newsweek.
Robards atuou em outras peças de O’Neil, como ‘‘Viagem de um longo dia para a noite’’ e ‘‘Os decepcionados’’, ganhando um prêmio Tony, assim como também em obras de Arthur Miller, Clifford Odets, Lillian Hellman e Harold Pinter.
Em 1999, disse ao The Washington Post que quando deixou a Marinha, embora tivesse 24 anos, se sentia muito mais jovem: ‘‘Entrei aos 17 e saí aos 17. Não se vive na Marinha. Não se tem dinheiro. Marinheiro sempre se casa com a primeira moça que beija’’, confessou.
E ele casou. Quatro vezes, inclusive com a atriz Lauren Bacall, antes de estabilizar-se com Lois, sua esposa durante 30 anos.
Entre seus mais de 50 filmes, destacam-se, por exemplo, ‘‘Suave é a noite’’ (1962) e ‘‘Filadelfia’’ (1993). Robards também teve um curto e impressionante papel como o moribundo pai de Tom Cruise em ‘‘Magnolia’’ (1999) e apareceu este ano em ‘‘Voltando para casa’’. Recebeu a Medalha Nacional das Artes em 1997 e as Honras do Centro Kennedy em 1999. Deixa viúva (Lois) e seus dois filhos, assim como quatro filhos de casamentos anteriores.

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