Jards Macalé abre temporada de show
Jards Macalé é daqueles artistas apaixonados por Curitiba. Estou na maior felicidade, diz o carioca da Tijuca, de 57 anos, por voltar à cidade. Recentemente esteve no Canal da Música com o show Virando a Carioca, ao lado de artistas amigos. Desta vez inaugura o teatro do Era Só o que Faltava com Tamanho do Corpo. A apresentação tem uma estrutura básica no repertório: músicas de seu último disco, entremeadas por sucessos mais antigos dele e de outros compositores.
O molho do espetáculo vai depender da resposta do público, mas ele calcula que vai cantar algo entre mais de 25 e menos de 30 músicas. Conforme o clima, o experiente Jards vai definindo o caminho. Porém, uma coisa é certa a platéia que for ao teatro (hoje somente para convidados, amanhã para o público em geral) ouvirá músicas inéditas como Canção Singela e Alguns Noéis. Para os menos íntimos, números de Noel Rosa.
Esta abertura generosa para a música brasileira, sem fechar o foco somente na sua produção, é um traço cultural do instrumentista, compositor, intérprete e produtor que tinha por vizinhos Vicente Celestino e Gilda Abreu, ouvia os batuques vindos do morro, a mãe no piano e o pai tocando acordeom. Rádio ligado, deliciava-se com os sucessos de Emilinha Borba.
Artisticamente encontrou outras esferas com amigos criou um grupo de jazz, seresta e samba-canção. Apaixonou-se por João Gilberto e a Bossa Nova; e, consequentemente, devido às afinidades, aproximou-se de Torquato Neto, Caetano Veloso e outros baianos. Foi gravado por Eliseth Cardoso, Maria Bethânia, Gal Costa, Clara Nunes, entre outros artistas.
A passagem de compositor a cantor se deu em 1972 com o lançamento do disco Jards Macalé. Foi o início de uma carreira que inclui Aprender a Nadar, Quatro Batutas e um Coringa, O Q Eu Faço é Música. (Z.C.L.)
Show de Jards Macalé no Era Só o que Faltava, amanhã e sábado, a partir das 22h30, em Curitiba. Ingressos: R$ 10,00. O bar fica na Avenida República Argentina, 1334. Informações: (41) 342-0826.





