Jardim de farmácia vira espaço cultural
O cliente entra, vê os quadros nas paredes e imagina tratar-se apenas da decoração do ambiente. Dois painéis instalados na entrada, porém, informam que o local é um ''espaço cultural''. O ponto está funcionando desde setembro do ano passado no jardim da Farmácia Vale Verde, na Avenida Higienópolis, em Londrina.
O mestre dos quadrinhos Gustavo Machado já expôs lá. Atualmente, quem mostra suas telas no local é José Belaque, que aprovou a iniciativa. ''Todos os comerciantes deveriam fazer a mesma coisa'', diz ele. ''No caso da farmácia, é curioso porque cria um efeito diferente quebrando o hábito de só ir lá para comprar remédio. Agora você já pode ouvir alguém dizer: vou ali ver uma obra de arte de fulano''.
A diretora corporativa da empresa, Míriam Rose Augusto, lembra que a idéia de transformar o jardim em espaço cultural surgiu há dois anos depois de conhecer uma experiência similar em São Paulo. ''Vi um trio de cordas se apresentando e achei muito interessante por desvincular a farmácia da conotação apenas de doença e remédio'', conta.
O projeto foi concretizado com a colaboração do artista plástico Julio Gentil, que passou a fazer a curadoria do espaço. Segundo Míriam, a intenção é abrigar exposições de arte, artesanato e até recitais camerísticos. Recentemente, a restaurante La Francine's também inaugurou um espaço para artes. E, nessa semana, o cabeleireiro Lincoln Tramontini abrirá um novo salão disponibilizando-o para exposição de novos artistas. (N.S)





