Rio - O príncipe regente queria preservar as especiarias trazidas das Índias Orientais. Criou, então, em 13 de junho de 1808, o Jardim de Aclimação, onde repousavam mudas de canela e noz-moscada. O local ganhou um perfil diferenciado, mais científico, depois da Proclamação da República. Teve sua coleção de plantas dividida por famílias, passou a ser aberto ao público e transformou-se no Jardim Botânico. Mais que um parque, a área hoje é um centro de pesquisa, de 15 mil metros quadrados.
  Mas quem passeia por ali nem se dá conta. Os visitantes se perdem em jardins temáticos, como o Bíblico, com tamareiras, oliveiras, papiro, mirra e outras espécies citadas no Livro Sagrado. Ou o Sensorial, onde os deficientes visuais podem tocar nas espécies para sentir sua textura, e identificá-las por meio das placas em braile.
  Alguns espaços estão sendo recuperados, como a estufa octogonal, onde funcionam o orquidário, o bromelidário, o cactário e a estufa das insetívoras (plantas carnívoras). Outro que passou por reformas foi o centro de visitantes, antiga sede do Engenho Nossa Senhora da Conceição. Construída em 1575, é considerada a mais antiga residência da Zona Sul do Rio.
  A menina dos olhos do diretor, Liszt Vieira, porém, é o Museu do Meio Ambiente, que será instalado em um prédio atualmente em reforma, depois de passar dez anos fechado. ‘‘O local foi interditado porque o teto ameaçava cair’’, explica Vieira. ‘‘Teremos exposições permanentes, palestras e cursos. Será o primeiro museu da América Latina a tratar só de meio ambiente.’’
  Antes de ir embora, repare no busto de d. João. A escultura foi instalada no exato local onde ele plantou um belo exemplar de Palma mater. A palmeira foi fulminada por um raio em 1972, quando tinha quase 39 metros de altura. (C.T./Agência Estado)

SERVIÇO
Jardim Botânico: Rua Jardim Botânico, 920. De segunda a domingo, das 8 às 17 horas. Visitas guiadas pelo telefone (21) 3874-1808.

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