Tinha que ser a Veja. Uma das revistas mais lidas e ferinas do Brasil traz reportagem sobre o possível assédio a jornalistas para favorecer a divulgação do mais novo disco de Maria Rita. A prova concreta seria a distribuição de mini-iPods, tocadores de MP3 cujo preço oscila entre R$ 600 e R$ 1000. Para a gravadora, trata-se da maneira encontrada para críticos musicais terem acesso mais rápido ao disco, que teria saído atrasado da fábrica. Para a revista é ''jabá'' mesmo, palavra bem conhecido no jargão jornalístico para denominar compra de espaços e comentários favoráveis a determinados pessoas, em especial os artistas. A assessoria da cantora até agora não se manifestou sobre o assunto.
A revista, que trata Maria Rita como ''Elis genérica' e o assunto como ''mensalinho'', diz que alguns jornalistas aceitaram o mimo enquanto outros devolveram em nome da ética. Luís Antônio Giron, pesquisador, escritor e um dos mais respeitados críticos musicais do Brasil, foi um dos que recusaram o presente. Mas fez uma ressalva: ''O CD 'Segundo' é de ótima qualidade e a cantora obteve na imprensa o espaço merecido''. Na mesma edição, a Veja traz como reportagem principal ''7 Razões para Votar Não'' à proibição e comercialização de armas de fogo no Brasil. Um ''exemplo'' de imparcialidade jornalística, não? (A.M.J.)

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