O município de Itapoá, com seus 30 quilômetros de praia, na divisa com Guaratuba, é o reduto dos paranaenses, em especial do Norte do estado. É comum ver ali supermercados, padarias, condomínio e hotéis com nomes de cidades do Paraná. Os comerciantes afirmam que entre 60% e 70% do movimento financeiro tem como origem os turistas do estado vizinho.
O acesso a Itapoá, pouco mais de dez quilômetros, tem cerca de cinco quilômetros difíceis, com estrada de chão e muitos buracos. O restante foi asfaltado recentemente por uma iniciativa da própria população. Os turistas, e até mesmo os nativos, reclamam da falta de infra-estrutura, como hotéis e água encanada, que costuma faltar no verão.
Arquivo FolhaSão Francisco do Sul: visita obrigatóriaCom um mar relativamente reto, sem os acidentes geográficos e as enseadas do Centro-Sul do litoral catarinense, Itapoá se assemelha ao litoral paranaense. A praia que dá nome ao município tem cinco quilômetros, vegetação rasteira e areia fina. É nela que acontece a pesca da tainha.
A praia de maior destaque, porém, é Itapema do Norte. Essa tem faixa larga de areia e ondas boas para o surfe. ‘‘Aqui é muito melhor do que a praia de Itapoᒒ, afirma o londrinense Armando Manfredini, 83 anos, morador do condomínio Londrina. De Itapema também é fácil apanhar um barco para fazer um passeio pela ilha de São Francisco.
Uma visita a São Francisco do Sul, aliás, é quase obrigatória para quem vai a Itapoá. Quarta cidade mais antiga do Brasil, São Francisco tem um patrimônio arquitetônico ímpar, em exposição no Centro Cultural, fundado em 1987. Uma das atrações é o Museu Nacional do Mar. Nele estão expostos painéis de embarcações de todo o mundo, as grande navegações, a história da pesca e embarcações brasileiras. Entre elas, o barco Paraty com o qual o navegador Amyr Klink cruzou o Atlântico a remo.
Albari RosaA Vila da Glória fica ao lado da Baía de BabitongaAntes de chegar a cidade, no entanto, o turista terá que passar pela Vila da Glória, através de uma estrada de chão não muito boa. A beleza do lugar, situado ao lado da Baía da Babitonga, vai compensar a viagem. Da Vila da Glória pode-se ver os bairros e o porto de São Francisco.
O melhor do trajeto, porém, nem terá começado: é a travessia da Baía da Babitonga por balsa. São cerca de sete quilômetros, nos quais são gastos cerca de 40 minutos. Neste tempo todo, vê-se águas de todos os lados, ilhas com casas de pescadores e um céu que parece engolir ou beijar a baía. A travessia oferece uma daquelas imagens que valem por mil palavras. Mesmo que se inventem palavras, nunca se será fiel às cores do céu e às formas que elas criam sobre a água no horizonte. São únicas, mesmo porque, se renovam a cada dia.
Fonte:Santur, Guia de Praias Quatro Rodas e revista Mares do SulTOME NOTAArquivo FolhaItapoáCom um mar relativamente reto, sem os acidentes geográficos e as enseadas do Centro-Sul, Itapoá se assemelha ao litoral paranaense ft6b18James Alberti

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