A Usina Hidrelétrica de Itaipu pretende ampliar o número de visitantes em relação aos 400 mil que recebeu no ano passado. A meta deve ser alcançada até 2009, através da implantação do novo modelo de gestão e operação do turismo, que foi apresentada na palestra ''Complexo Turístico de Itaipu'', realizada pelo coordenador geral do Complexo Turístico de Itaipu, Luiz Rolim de Moura, durante o 2º Festival Internacional de Turismo. Desde o início de junho, a gestão do Complexo Turístico de Itaipu passou a ser feita, pela Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI).
De acordo com Moura, a empresa vai atuar em três frentes para promover esse aumento no volume de turistas. ''Vamos atuar junto ao mercado profissional e agências de viagens, principalmente no mercado regional, grande comprador de nossa região, na divulgação turística em eventos em conjunto com a imprensa especializada e na melhoria dos atrativos'', explicou o coordenador.
Como aproximadamente 55% dos visitantes da usina são turistas rodoviários, cujo itinerário não supera um dia de viagem, a abordagem será realizada junto ao mercado turístico, agências e operadoras, porém ampliando, em estratégia de divulgações dos atrativos ao público direto, principalmente em produtos segmentados e eventos.
Para despertar ainda mais o interesse das pessoas que utilizam o transporte aéreo, o que representa nos caso do destino Iguassu principalmente percorrer trechos de quatro ou cinco horas dentro do território nacional e do Mercosul - responsável por 25% dos turistas, a Itaipu intensificou a comunicação com a mídia para destacar os produtos comercializados e as novas atrações apresentadas. Os pacotes para turistas estrangeiros continuam a ser comercializado junto aos maiores operadores internacionais.
Outra novidade apresentada durante o evento para melhor aproveitar o calendário sazonal é a nova forma de comercialização do produto turístico Itaipu. Chamado de ''Itaipu sob medida'', ele apresenta produtos diferenciados e voltados para cada nicho de mercado, como pacotes para o meio acadêmico, profissional, corporativo e da melhor idade. ''A visitação terá mais interatividade, com conteúdos que unem a história, educação ambiental e entretenimento, de forma que o turista não faça apenas a contemplação da usina, mas possa interagir e viver a sua odisséia'', concluiu Moura.
Desde de 1º junho, a FPTI, entidade sem fins lucrativos, passou a gerir as operações turísticas da usina. Com o objetivo de tornar o turismo em Itaipu auto-sustentável, todas as visitas turísticas passaram a ser pagas.
Moura explica que os recursos arrecadados com a venda dos ingressos serão direcionados para melhoria em infra-estrutura e programa de capacitação dos profissionais que trabalham no complexo. ''Pretendemos aumentar o tempo de permanência dos turistas dentro da usina e, consequentemente, em Foz do Iguaçu''. (Da Redação)

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