Desde o período de sua construção, na década de 70, a Itaipu Binacional teve a preocupação de conservar o meio ambiente. A área de seu reservatório, com 1.350 quilômetros quadrados, é hoje reflorestada por uma faixa de proteção, onde a empresa plantou mais de 20 milhões de mudas de árvores, que hoje preservam a sua maior matéria prima: a água.
Junto com os agricultores do Extremo-Oeste do Paraná, a Itaipu desenvolveu programas contra a erosão, pelo uso racional de agrotóxicos e adequação de estradas. Na atual administração da empresa, os programas ambientais estão voltados principalmente para a educação, a cidadania e a responsabilidade social. Nesse contexto, Itaipu está incentivando, em conjunto com outros órgãos ambientais, ações voltadas à agricultura orgânica e familiar.
''Além de garantir mais de um quarto do consumo de energia elétrica do Brasil diz o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek nossa outra energia está voltada para atividades ambientais''.
Veja alguns exemplos de projetos concretizados pela Itaipu Binacional:
VILA BANANAL
As condições favoráveis do clima da região do Lago de Itaipu e o bom trabalho de reflorestamento desenvolvido pela Área de Meio Ambiente da usina nos municípios lindeiros garantiram a Foz do Iguaçu o status de maior produtor de bananas do Estado. A produção concentra-se na Vila Bananal, uma área de 4.478 hectares, que equivale a quase metade do município de São Miguel do Iguaçu.
Mas não é só a riqueza agrícola que faz com que Foz e São Miguel disputem na Justiça, há vários anos, a área da Vila Bananal. Como a região é banhada pelo Lago de Itaipu, o município que a detém recebe uma boa fatia dos royalties pagos por Itaipu, mensalmente, como compensação pelas áreas alagadas.
Embora a Vila Bananal seja mais conhecida justamente pela forte produção da fruta, a principal fonte de receita da região é a pecuária, seguida da soja. A banana só aparece em terceiro lugar. Segundo dados da Prefeitura de Foz, do total de 4.478 hectares, 2.510 são utilizados para pastagens. A Vila Bananal possui um rebanho de 4.354 cabeças de gado. Os outros 1.733 hectares estão divididos entre o cultivo de soja na safra de verão, cuja produtividade chega a 3 mil quilos por hectare, e, no inverno, de milho safrinha e de trigo.
A área total com plantio de bananeiras é de 200 hectares. A produção média varia de 6 mil a 8 mil toneladas por ano. Outro cultivo em menor escala é o de café, com aproximadamente 15 mil pés e uma produtividade que chega a cinco mil sacas por ano.
CONHECIMENTO VIAJA DE ÔNIBUS
Uma aula diferente e divertida tem possibilitado aos estudantes dos municípios lindeiros conhecer uma nova concepção de preservação da natureza. No Ônibus Linha Ecológica, da Superintendência de Meio Ambiente de Itaipu, eles têm a oportunidade de aplicar na prática ações ambientais aprendidas em sala de aula. O ônibus também atende agricultores e a comunidade em geral desses municípios.
Com capacidade para 36 passageiros, o ônibus, personalizado com desenhos da fauna e flora local, tem dois andares e foi equipado com terminais de computador, video-cassete e retroprojetor. Dispõe ainda de equipamentos especiais para a produção de teatros e oficinas, e também material para pesquisa e folhetos de divulgação das ações ambientais desenvolvidas pelo Ecomuseu e pela Superintendência de Meio Ambiente. O programa é desenvolvido em parceria com o Conselho dos Municípios Lindeiros e visa formar uma rede de conscientização ecológica em todo o Oeste do Paraná.
CANAL DA PIRACEMA
Um estudo científico sobre a migração de peixes no Rio Paraná, iniciado em 1997, forneceu a base ambiental para a construção do Canal da Piracema. É um rio artificial que, desde dezembro do ano passado, faz a ligação do reservatório da Itaipu com o Rio Paraná, a jusante da usina.
O percurso, de 6.500 metros de extensão, usa parte do leito do Rio Bela Vista para vencer o desnível de 120 metros entre o rio Paraná e a superfície do reservatório. A foz do Bela Vista está cerca de 2.500 metros abaixo da barragem.
O canal permite aos peixes o acesso às áreas de procriação a montante da usina no período da piracema, contribuindo assim para a conservação da biodiversidade. O projeto foi precedido de um estudo denominado ''A ictiofauna de ocorrência no Rio Bela Vista'', cujo objetivo era avaliar o potencial desse córrego quanto à frequência de espécies migratórias do Rio Paraná para, dessa forma, adotar medidas que favorecessem a passagem dos peixes pelo futuro canal.
Os primeiros estudos foram feitos há cinco anos pelo Grupo de Pesquisas em Recursos Pesqueiros e Limnologia da Unioeste (Gerpel), em conjunto com Itaipu e a Usina de Yacyretá (Argentina-Paraguai).

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