Uma parceria entre iniciativa privada e Foztur (órgão oficial de turismo de Foz do Iguaçu) pretende arrecadar até US$ 1,2 milhão por ano para divulgar as atrações turísticas do município. Além dessa campanha, Foz do Iguaçu pega carona no programa de divulgação do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), que incluiu a cidade no plano de mídia nacional, que será veiculado em 220 países do mundo. Entre as peças publicitárias está uma vinheta na rede de televisão norte-americana CNN.
O Plano de Divulgação na Mídia foi lançado na semana passada pelo presidente da Foztur, Miguel Sória. Segundo os técnicos do órgão, para conseguir resultados práticos, será necessário um investimento mensal mínimo de US$ 100 mil.
O presidente do Sindicato das Empresas de Turismo (Sindetur), Licércio Ferreira dos Santos, acredita que o montante a ser investido é baixo se for comparado às verbas gastas pelos Estados do Nordeste e o Rio de Janeiro. Porém, o diretor de Marketing da Foztur, Luiz Antônio Rolin de Moura, diz que, com essa verba, será possível veicular propaganda de Foz do Iguaçu pelo menos quatro vezes por ano, estando presente na mídia a cada três meses.
O dinheiro deve vir através de uma parceria entre administração municipal, governo do Estado e iniciativa privada. Um encontro entre representantes da Foztur e empresários, marcada para hoje, deve definir valores da participação de cada setor.
Dos US$ 100 mil a serem aplicados, metade será pago pela iniciativa privada, divididos em 20% para empresários de Foz do Iguaçu, 20% para comerciantes de Ciudad del Este (Paraguai), 10% de apoios indiretos, 15% da Foztur, 15% da Paraná Turismo e 5% da Itaipu Binacional.
Quatro estações Com o plano de mídia, a intenção da Foztur é reverter o atual quadro de ocupação dos 26 mil leitos existentes na rede hoteleira. No ano passado, a taxa de ocupação ficou em cerca de 20%.
A idéia é utilizar as quatro estações para marcar os períodos de divulgação e fazer delas temas de propaganda e eventos. Entre os meses de setembro e dezembro, segundo as previsões, serão gastos US$ 400 mil para colocar Foz do Iguaçu em evidência. A estratégia inclui comerciais em emissoras de rádios e TV, jornais, revistas, folhetos, páginas na Internet (rede mundial de computadores) e até um canal de turismo a cabo.
Com o eslogan ‘‘Tão Próxima, Tão Acessível, Tão Maravilhosa!’’, o principal objetivo da campanha será atrair turistas mais próximos e com menor custo de viagens. As cidades onde essas propagandas serão mais intensas devem ficar a menos de uma noite de viagem por transporte terrestre e menos de quatro horas por via aérea.
A partir disso, ficou definido que inicialmente a campanha deve atingir cidades estratégicas da América do Sul, depois será estendida aos mercados europeu, asiático e norte-americano.
São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Brasília e Cuiabá estão entre as cidades brasileiras incluídas na campanha. Além disso, será estudado um roteiro turístico entre as Cataratas e o Pantanal, onde também se faz turismo ecológico.
Produto e cliente Na América do Sul, as cidades que receberão as mensagens de Foz do Iguaçu são Buenos Aires e Córdoba, na Argentina; Santiago e Iquique, no Chile; Lima, no Peru; Montevidéu, no Uruguai e Assunção, no Paraguai. A escolha é devido à forte conexão dessas localidades com os Estados Unidos.
De acordo com o diretor de Marketing da Foztur, o plano traçado pretende ‘‘vender’’ Foz do Iguaçu de forma mais humana e não apenas como mais um ponto turístico do País.
O representante da Paraná Turismo, Antônio Carlos Carneiro, avaliou que a campanha que Foz do Iguaçu está desenvolvendo atualmente destaca mais o produto e dá pouca ênfase ao cliente - no caso o turista. Por isso, ele defendeu mudança na estratégia. ‘‘Quem trabalha com turismo vende sonho e a campanha tem que destacar o ser humano’’, acredita.
Na reunião de hoje, considerada fundamental pela Foztur, será avaliada a adesão dos empresários. No lançamento da campanha, o presidente do órgão, Miguel Sória, disse que ‘‘Foz precisa parar de esperar dos governos’’.

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