Referência em desenvolvimento econômico e educacional, a Finlândia é um dos países europeus que atualmente está investindo na utilização das florestas como verdadeiras salas de aula, aproveitando o seu potencial de aprendizagem mesmo tendo apenas 24 espécies de árvores em seu território, que é 80% composto por florestas. A tendência também vem sendo colocada em prática por diversas escolas americanas.
Se pensarmos no Brasil, que possui a maior biodiversidade de flora e fauna do mundo, com mais de 50 mil espécies de árvores e arbustos, não é difícil imaginarmos a riqueza que nos cerca e que pode servir para incrementar o ensino de milhares de alunos em aulas de campo dinâmicas e instigantes.
"Só em Rolândia temos 4 mil hectares de floresta que poderiam ser utilizados como sala de aula. São espaços pedagógicos riquíssimos e que podem ser adaptados dentro da realidade de cada um", acredita o educador Daniel Steidle. "Hoje em dia, no sistema educacional padrão, há um excesso de contextualização das informações do conteúdo pragmático e acredito ser necessário ter espaço para atividades que estimulem a percepção espontânea das crianças, ainda mais quando isso é feito a partir da observação da natureza", conclui. (A.P.N.)

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