A migração da emissoras de rádio de faixa AM para FM requer investimentos altos por parte das emissoras de rádio. "Cada emissora terá que realizar a troca de torre de transmissão, antena e link. O custo com equipamentos varia entre 100 mil e 250 mil reais, conforme a potência de cada emissora", afirma Márcio Villela, presidente da Associação das Emissora de Radiodifusão do Paraná (Aerp).
Segundo ele, uma parceria firmada com o governo do Estado prevê a abertura de uma linha de financiamento para a compra de equipamentos. "Os proprietários de emissoras poderão financiar até R$ 300 mil após aderirem à migração", salienta.
Empresários do setor consultados pela FOLHA acreditam que o investimento valerá a pena. "Dispondo de melhor qualidade técnica, automaticamente haverá mais ouvintes e maior demanda de anunciantes", afirma Waurides Brevilheri, proprietário da Rádio Cornélio AM.
Localizada em Cornélio Procópio, a emissora tem uma área de abrangência que alcança 22 municípios da região. "Nosso sinal chega até o aeroporto de Londrina. No entanto, em alguns bairros de Cornélio Procópio mesmo existem interferências que prejudicam nossa transmissão. Por conta disso, muitas empresas se recusam a anunciar na rádio, afirmando que o anúncio não chegará ao público-alvo. Acredito que com a migração esse problema será resolvido", argumenta o empresário.
Os argumentos são compartilhados com o proprietário da Rádio Paiquerê AM de Londrina. "Atualmente a Paiquerê AM é a segunda emissora com maior audiência em Londrina, inclusive entre as faixas de público A e B. No entanto, muitas agências de publicidade se negam a fazer anúncios conosco por conta das interferências sofridas na faixa AM. A partir da migração não sofreremos mais esse tipo de prejuízo", salienta J.B. Faria. (M.R.)

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