Internet só não substitui o prazer de folhear os livros
Curitiba - Pesquisar o acervo dos sebos na internet ou mesmo nos arquivos dos computadores das lojas pode facilitar a procura de títulos, mas não agrada a química ambiental Ariadne Borgo, de 23 anos. ''Eu gosto de olhar e folhear os livros até escolher o que vou comprar'', conta Ariadne, que está estudando geolologia. E são os títulos dessa área que a estudante costuma pesquisar atualmente. ''Eu prefiro os sebos às livrarias comuns porque o custo é mais acessível e costumo encontrar exemplares que não encontaria em outras locais'', argumenta.
Para a estudante de Medicina Veterinária Suliana Scolar, 17 anos, o preço também é fundamental na hora de escolher o local para comprar os livros para a faculdade. Suliana é do interior de Santa Catarina e revela que o comércio de livros usados não é muito comum por lá. ''Depois que vim estudar em Curitiba, sempre procuro comprar meus livros em sebo'', conta. A estudante destaca a organização do acervo nas livrarias de usados, que não deixa a desejar na hora de pesquisar o título que procura. ''O computador e a internet facilitaram essa busca e evita que a gente perca tempo'', salienta.
O acesso rápido também agiliza a procura dos colecionadores por obras raras. Claudete Rubio, do Espaço do Livro, conta que os exemplares do século 16, escritos em latim, que estão na livraria já foram procurados por um colecionador em Porto Alegre. ''Também fizemos uma pesquisa e constatamos que essa coleção não existe em lugar algum. Encontramos apenas um exemplar na Europa, que custa US$ 10 mil''. (K.M.P.)





