Os planos de aprimoramento profissional que incluem um curso no exterior podem ser facilitados pelos programas de intercâmbio. Além de fazer um curso, os programas oferecem possibilidades de trabalho em serviços temporários. Mas aprendizado e remuneração salarial não são os únicos benefícios dos programas de intercâmbio no exterior. Conhecer lugares exóticos é outra vantagem. Afinal, fazer turismo é a principal forma de lazer de quem deixa o Brasil para experimentar a vida em outros pontos do globo.
Por 10 anos, desde que os programas de intercâmbio começaram a ganhar popularidade, os Estados Unidos eram praticamente o destino dos estudantes que procuravam as agências especializadas, e também uma das poucas opções oferecidas. Nos últimos cinco anos, novos países passaram a exercer fascínio sobre adolescentes, jovens e adultos que não querem morar definitivamente em outro lugar, mas aliar trabalho e estudo no exterior com passeios turísticos por pontos famosos mundialmente.
O atentado terrorista contra as torres gêmeas de Nova York, em setembro de 2001, também contribuiu para a busca por novos destinos. Nos primeiros meses após a explosão das torres, a procura por intercâmbio nos EUA registrou queda.
Segundo Felipe Jendiroba, da Intercultural Cursos no Exterior a procura por programas de estudo e trabalho fora dos Estados Unidos em 2001 aumentou 60% em relação a 2000. ‘‘No ano passado, a agência mandou mais pessoas para a Nova Zelândia e Canadá do que nos anos anteriores.’’ Mas ele destaca que a qualidade dos cursos e o lugar são determinantes na escolha do programa. A Intercultural atua nesse mercado há mais de 20 anos e acaba de inaugurar um novo escritório em Curitiba. As outras sedes são em Florianópolis, São Paulo e Brasília.
O objetivo dos programas de intercâmbio varia de acordo com a faixa etária. Para os adolescentes, o estudo é prioridade. Para jovens e adultos, alguma experiência profissional é necessária para fazer a jornada valer a pena. Hoje, existem programas de estágio remunerado em quase todas as áreas profissionais, além de programas que permitem atuar profissionalmente como babysitter e instrutor de recreação em acampamentos.
O Camp Counselor, por exemplo, treina instrutores sobre como ensinar técnicas dos esportes mais radicais. O Au Pair oferece acomodação, refeições e remuneração pelo trabalho de babysitter em casa de família.
‘‘Eu trabalhei durante 3 meses num acampamento de verão, em Maine, nos Estados Unidos, como instrutora de artes plásticas e artesanato. Nas horas vagas eu sempre viajava para cidades próximas, visitava museus e monumentos importantes culturalmente’’, conta Saionara Greggio, 27 anos, formada em Letras Português/Inglês. Maine é um estado que fica na região nordeste dos Estados Unidos. O estudante de turismo, Luis Felipe Cunha, de 21 anos, passou 4 meses em New Hampshire, também nos Estados Unidos, trabalhando como instrutor de acampamento. ‘‘Aprendi o idioma e nas duas últimas semanas aproveitei para realizar o sonho de conhecer Nova York’’, conta.
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