Intelectuais com projeção no cenário da cultura brasileira integram comissão
São Paulo, 01 (AE) - A comissão de seleção deste ano é, como nas edições anteriores do "Prêmio Multicultural Estadão", composta por nove intelectuais com projeção no cenário da cultura brasileira. Representantes de áreas diferentes de expressão, os integrantes reuniram-se em encontros durante o fim do ano para decidir a lista de indicados para o troféu deste ano. O compositor e músico Hélio Ziskind, que nos anos anteriores votou como eleitor do colégio, avaliou a escolha como um processo exemplar, mas também difícil.
"É bastante interessante o fato de o prêmio ter levado em consideração critérios diferentes para uma escolha tão ampla", comentou o músico, também autor do Guia Digital Estadão para a última Bienal Internacional de São Paulo. "Ao mesmo tempo, a comissão levou em conta o aspecto do reconhecimento do prêmio, indicando gigantes da cultura, como também fez apostas em artistas expoentes".
O diretor de arte e de cinema Fiapo Barth também considerou a escolha difícil. E também destacou a diversidade de critérios que faz jus ao nome do prêmio. "Trata-se de uma seleção que levou em conta tanto o conjunto da obra como novos talentos", analisa o diretor. Da área das artes visuais, além de Barth, que começou a carreira como cenógrafo, participaram da comissão deste ano o jornalista e curador Walter Sebastião e o também curador e crítico Agnaldo Farias. Atual diretor do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Farias também destacou a abrangência da seleção.
A coreógrafa Gisele Santoro, criadora e diretora do Ballet de Brasília, representante das áreas cênicas na comissão, também vê a diversidade dos critérios como um exemplo a ser seguido. Também participaram da escolha o poeta e antropólogo Antonio Risério, criador de revistas experimentais de poesia na década de 70, da Fundação Gregório de Mattos e do centro de Referência Negro-Mestiça, também autor de livros como "O Poético e o Político" e "Avant-Garde na Bahia". Ou ainda dos jornalistas e críticos Antonio Gonçalves Filho (autor de Schubert e co-autor de livros sobre artes plásticas e cinema) e Sérgio Augusto (um dos fundadores de O Pasquim e autor de Essa Vida É um Pandeiro) e do cineclubista Adhemar de Oliveira, sociólogo de formação e criador do Espaço Unibanco de Cinema do Rio, de São Paulo e de Fortaleza.





