A música instrumental domina a estação. Pelo menos em Londrina, o gênero parece invadir os palcos nesta temporada. Se você não percebeu, comece a acompanhar a agenda cultural deste final de mês: é Hermeto Pascoal aqui, é Airto Moreira ali. Até um festival de bandas marciais e fanfarras está sendo realizado na cidade.
A tendência ganha reforço hoje com os show das bandas locais Manifesto Instrumental e Sem Palavras. A primeira se apresenta às 10h30 no Teatro Crystal Palace, dando continuidade à série Concertos Matinais. A segunda toca a partir de 21 horas no Bar Valentino.
César Pires (sax), Mateus Gonsales (teclado), Ricardo Penha (contrabaixo), André Campelo ''Baby'' (guitarra) e Eduardo Batistella (bateria) formam o Manifesto Instrumental. Todos, com exceção de Batistella, fazem parte da Big Band. Três deles integram também o grupo Puro Jazz. Foi, aliás, o nome de um show deste último que batizou a nova formação.
''Nossa linguagem é jazzística. Gostamos de ritmos brasileiros, mas o improviso está na veia'' explica André. O repertório do show traz as músicas ''Tombo in 7/4'' (de Airto Moreira), ''Reza'' (Edu Lobo), ''Midnight Voyage'' (J. Calderazzo), ''O Morro não tem Vez'' (Tom Jobim & Vinicius de Moraes), ''Stella by Starlight'' (Victor Young) e ''Tune-Up'' (Miles Davis).
A série Concertos Matinais conta com o apoio institucional da Universidade Estadual de Londrina/Casa de Cultura da UEL/CECA e Prefeitura do Municipio de Londrina/Secretaria Municipal de Cultura e o patrocínio do Consócio União através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. A entrada é franca.
No bar Valentino, o grupo Sem Palavras mostra seu novo show, baseado em versões instrumentais de clássicos da MPB. Alex Correa (piano), Filipe Barthem (contrabaixo), André Vercelino (percussão) e Rodrigo Serra (bateria) executam um repertório recheado de canções de ilustres como Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso, João Bosco, Djavan, Ivan Lins, Carlos Lyra e Edu Lobo.
Formado por alunos e egressos do curso de Música da Universidade Estadual de Londrina, o quarteto usa a música brasileira como base para um trabalho voltado segundo assinalam no texto de apresentação ''ao prazer da experimentação de timbres, formas e improvisos sem preconceitos estéticos ou históricos''.
Mostram-se preocupados ainda com o resgate de elementos folclóricos, ainda que na releitura das manifestações populares lancem mão de matizes jazzísticos. Os ingressos para o show custam R$ 3,00.

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