Desde 2008, a Record desenvolve, em parceria com produtoras independentes, telefilmes baseados em obras literárias para compor sua grade no final do ano. Entre os títulos estão "O Madeireiro", de Aluísio Azevedo; "O Milagre dos Pássaros", de Jorge Amado; e "A Tragédia da Rua das Flores", de Eça de Queirós.

A Globo é a emissora que mais investe em obras de dramaturgia e, consequentemente, movimenta o mercado de profissionais da área. "É maravilhoso porque aumenta o espaço de autores e atores", comemora Walcyr Carrasco, que prepara sua primeira novela das nove, "Amor À Vida", e foi o segundo a escrever para a faixa das 23h, com "Gabriela".

Ricardo Linhares, de "Saramandaia", escrita originalmente por Dias Gomes, próxima trama das 23h, ressalta o investimento ainda baixo em conteúdos próprios por parte das outras emissoras abertas e enxerga uma possibilidade crescente na tevê fechada. "Por mais espaço que a Globo dedique à teledramaturgia, chega um momento que não há mais horários disponíveis para novos programas. A tevê paga é o caminho natural", analisa.

Atualmente, a Band não produz nenhuma obra de dramaturgia. "Água na Boca" foi a última novela exibida pela emissora, em 2008.

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