INSTANTÂNEAS
- O alter ego de maior destaque de Benedito Ruy Barbosa foi o Senador Caxias, de ''O Rei do Gado''. Na trama, o íntegro político chegou a render diversas teses de mestrado ao sair das páginas dos cadernos de cultura para os suplementos de política e economia nos jornais. ''Era um mestre querido. Não roubava. Tinha um discurso e atitudes corretas. Falava sobre os sem-terra para os deputados federais e senadores'', destaca o autor.
- O escritor Oswald de Andrade, um dos principais nomes da Semana de Arte Moderna de 1922, foi um dos personagens de destaque na minissérie ''Um Só Coração'', de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira. Na trama, Alcides utilizou Oswald como seu alter ego. ''Gosto dos que são 'oswaldianos', de quem fala o que pensa sem se importar com as consequências'', diverte-se.
- Em ''Vidas Opostas'', Marcílio Moraes costumava brincar com a fala do mocinho Miguel, vivido por Léo Rosa, e do vilão Jackson, de Heitor Martinez. Segundo o autor, ambos faziam parte de seu alter ego na história. ''Na fantasia, somos todos bandidos e mocinhos ao mesmo tempo, o tempo todo'', filosofa.
- Em ''Chiquinha Gonzaga'', o alter ego do autor Lauro César Muniz era a própria personagem-título, interpretada por Regina Duarte na Globo. ''Me identificava com as posições revolucionárias dela para sua época'', destaca Lauro.





