Nada de coquetel depois que o sol se põe. Uma das novidades do 55º Salão Paranaense, que abre hoje na Casa Andrade Muricy, em Curitiba, é o horário de sua inauguração. Será ao meio-dia, com a presença do governador Jaime Lerner. A outra novidade diz respeito às obras - nesta edição houve sensível predominância de instalações.
Em razão disso o salão promete ser ‘‘mais vistoso’’, segundo o diretor do Museu de Arte Contemporânea, João Henrique Amaral, responsável pelo empreendimento. Apesar de reunir pinturas, esculturas, fotografias, e até performance, ainda assim as instalações se sobressaem.
Quem se dispuser a visitar a mostra - que seguramente permanecerá em cartaz durante todo o mês de janeiro de 1999 -, terá que afiar o olhar e esquecer padrões estéticos convencionais, aconselha o diretor do MAC: ‘‘Temos que estar com olhar mais afiado que o conhecimento, senão a gente perde muita coisa’’. A inquietude é uma das marcas dos artistas, como se denota nas 124 obras de 34 autores selecionados. ‘‘As múltiplas possibilidades oferecidas atualmente à expressão artística, resultam nas mais diversas linguagens. O tumultuado final de século expressa-se nas múltiplas falas dos artistas’’, afirma Amaral.

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